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Tecnologia na nuvem promove inclusão digital

A popularidade de aplicativos de uso pessoal e as novas ofertas de fornecedoras especializadas estão colocando as pequenas e médias empresas (PMEs) na nuvem. No ano passado, pesquisa da Microsoft em parceria com a Edge apontou que um terço das 250 PMEs entrevistadas já se utilizavam da cloud e, em dois anos, a participação deverá alcançar 45% do total.

A tecnologia cai bem para organizações de menor porte, com pouca capacidade de investimento em equipamentos e equipes. Foi a saída para a Rovest, distribuidora carioca de moda masculina social, adotar solução de catálogo virtual integrado ao seu sistema de gestão para atender seus cerca de 30 representantes espalhados pelo país. A plataforma de força de vendas CatalogTouch, desenvolvida pela Vertigo para rodar em nuvem, permitiu evitar despesas com servidores, softwares, sistemas operacionais ou internet dedicada de alta performance, encolhendo o orçamento em 70%. Os catálogos físicos foram trocadas por tablets. As informações estão nas mãos dos vendedores. “Com o sucesso, a tendência é usar mais a nuvem quando precisar de crescimento”, diz o coordenador de TI Alberto Felipe.

A Nusa, focada em desenvolvimento de aplicativos, também foi buscar na nuvem suporte para sua solução de gestão de vendas. O uso intenso de bancos de dados provoca picos de operação quando clientes como a Claro enviam a agenda semanal da equipe, por exemplo. A estrutura de 12 servidores foi substituída pelo serviço em nuvem da Oi. “Antes tínhamos de dimensionar pelo pico”, diz o CEO Ivan Bertazzo Junior. “Se precisar de reforço emergencial posso colocar no ar em duas horas.”

“Além da redução do custo inicial, o sistema permite às pequenas escalar em momentos de pico”, diz Luiz Henrique Costa, diretor da Oi, que oferece desde planos básicos com capacidade de processamento, memória, HD de 60 GB, custo de IP e link de internet por menos de R$ 1.000 mensais até pacotes personalizados.

Além de fornecer serviços de cloud e construir nuvens privadas, a NEC quer implementar nuvens para entidades e empresas com grandes massas de relações com PMEs. “Operadoras de telecom, entidades de classes, bancos, varejistas e governo podem oferecer e-mail, marketing, CRM e contabilidade”, diz a gerente de marketing e serviços Denise Yadoya.

A Locaweb tem mais de 6 mil clientes de cloud, 70% deles com até dez funcionários. “A nuvem é uma segunda onda de inclusão digital. As pequenas deixam de ser consumidoras de informações na internet para incluírem recursos de TI ativamente em seu negócio”, diz o CEO Gilberto Mautiner. A empresa oferece soluções que vão de ERP a serviço de disparo de e-mail e PABX virtual. Um de seus clientes é o portal Veduca, que disponibiliza videoaulas de universidades como Harvard, Yale e Stanford por meio da solução de cloud gerenciado, para suportar picos de acesso. A CentralServer oferece pacotes com capacidade a partir de 300 MB de memória, com custo de R$ 69 mensais e possibilidade de expansão para até 32 GB de memória. Segundo o diretor de tecnologia Juliano Simões, um perfil de cliente que faz uso intensivo da solução é o das empresa de desenvolvimento de software.

Fonte: Valor Econômico

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