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Software ganha destaque nos gastos de TI dos bancos no Brasil

Levantamento da Federação Brasileira de Bancos – Febraban – divulgado nesta quarta-feira, 17/04, na capital paulista, revela que os bancos gastaram R$ 20.109 bilhões com TIC em 2012. Para 2013, a tendência é de que esse montante chegue a R$ 23 bilhões, com um crescimento em torno de 10%. Um detalhe chamou a atenção no estudo: o hardware ainda é o maior ‘consumidor’ de recursos, com 40%, mas aumentou bastante o aporte de recursos em software, 37%. No ano passado, esse índice estava em 31%.

“Os bancos estão investindo muito mais em software porque os canais virtuais incrementam essa demanda. Mas é aqui o maior desafio também: buscar eficência operacional e o desperdício de recursos. Também há o fator da falta de talentos. A disputa por profissionais de software se acirrou muito”, destacou  Luis Antonio Rodrigues, diretor de Tecnologia da Febraban.

A contratação de software de terceiros e de fábricas de software cresceu de forma significativa nos bancos. Também houve uma busca maior por pacotes prontos no mercado, destaca o estudo. Rodrigues lembra que, até bem pouco tempo, 95% das customizações de software eram feitas internamente – apenas 5% ocorriam por meio de terceiros. Hoje esse índice já chega a quase 20%. Segundo ainda o estudo, os gastos com desenvolvimento aumentaram em média 18% ano a ano nos últimos 5 anos, gerando demanda por funcionários especializados em TI.

O desafio, destaca Rodrigues, da Febraban, é evitar o desperdício de recursos. No evento da Febraban, um dado foi revelado: Nos Estados Unidos, na indústria de TI, em 2012, US$ 12 bilhões foram desperdiçados em soluções de software não utilizadas de forma apropriada. “Podemos afirmar que ainda há muita informação de banco precisando ser tratada e isso exigirá software. Mas também impõe gestão operacional e governança de TI”, completou.

O uso maior dos canais virtuais- como o Internet Banking – que é hoje o campeão de preferência dos correntistas, principalmente para visualização de saldos e extratos, respondendo por 39% e superando os tradicionais ATMs, que ficaram com 26% – reduziu o custo da transação bancária. Em 2012, foram feitas 35,7 bilhões de transações financeiras com o custo de R$ 0,25/cada. Em 2011, foram 21 bilhões de transações, com o custo a R$ 0,30.

“O custo da transação caiu, mesmo com o incremento de transações financeiras. Em contrapartida, o uso dos canais novos exige mais recursos de TI. A transação financeira passará a ser feita por esses canais. Hoje esse índice ainda é baixo. No internet banking, por exemplo, é de pouco mais de 20% o índice de quem usa o canal para fazer movimentação financeira. Para aumentar esse percentual, vamos ter mais Tecnologia”, salienta o diretor da Febraban.

Segundo ainda os  dados da entidade que representa os bancos, no ritmo atual de adoção, os canais de Internet Banking e de Mobile Banking, somados, vão representar mais de 60% das transações financeiras ocorreram por meio online no período de 2015/2017. “Isso representará uma mudança no perfil de uso de TIC nas instituições. Essa reestruturação já está acontecendo. Tanto que software passou a ter relevância. Novos serviços dependem de TI”, frisa Gustavo Roxo, da Booz&Company, consultoria responsável pelo estudo da Febraban junto às instituições financeiras.

Fonte: Convergência Digital

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