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Smart grids: investimentos passam de R$ 1,6 bilhão no Brasil

Mapeamento feito em parceria pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pelo Instituto da Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (iAptel)revela que o Brasil possui, hoje, mais de 200 projetos pilotos de redes inteligentes(smart grids) em andamento, com o envolvimento de cerca de 450 instituições – entre ministérios, agências reguladoras, universidades e empresas.

Ainda conforme o levantamento, os investimentos na área chegaram a R$ 1,6 bilhão, com recursos originários especialmente do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Inova Energia (R$ 1,2 bilhão), sendo essa última ação parte do Plano Inova Empresa, lançado pelo governo federal, em março do ano passado, para estimular a produtividade e a competitividade em vários setores da economia.

Somente a Finep, agência de fomento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destinou R$ 637 milhões – em subvenção econômica, crédito e recursos não reembolsáveis – a iniciativas de empresas e de instituições de ciência e tecnologia. Por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o MCTI lançou, em 2013, uma chamada pública no valor de R$ 8 milhões com o intuito de apoiar projetos de pesquisa científica e de inovação em REI, contemplando 13 projetos em diversas regiões do país.

Em evento sobre smart grids, realizado em Brasília, o coordenador de tecnologias setoriais da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec/MCTI), Eduardo Soriano, apresentou as ações do ministério – em parceria com a Aneel – que estão previstas para fortalecer o setor no país, entre elas, a criação de mecanismos para fomentar recursos humanos, com a oferta de cursos específicos para mestrado profissional no âmbito do programa Ciência Sem Fronteiras, além da criação de laboratórios de pesquisa na área. O executivo destacou, ainda, a possibilidade de incentivos fiscais para empresários interessados em investir no segmento a partir da Lei de Informática e da Lei do Bem.

Dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) apontam que as perdas das distribuidoras chegaram a 16,5%, em 2012, tanto por motivos técnicos como comerciais, especialmente devido a furtos, fraudes e a problemas de medição e de faturamento. A adoção dos smart grids é colocar a inteligência nas redes elétricas. “Imagina não precisarmos ligar para a concessionária quando faltar energia? Podermos acompanhar o quanto estamos gastando e saber quando a energia está mais cara ou barata? A concessionária interromper o fornecimento de apenas poucas quadras ao invés de desligar toda a região quando ocorrer um problema? A empresa poder fazer o desligamento remoto quando detectar o não pagamento da fatura? Ou, ainda, a possibilidade de termos uma energia pré-paga como ocorre com os celulares?”, enfatizou Eduardo Soriano.

Fonte:MCTI

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