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Smart grid têm investimentos de R$ 1,6 bilhão no Brasil

O Brasil possui cerca de 200 projestos de Smart Grid, com investimentos aproximados de R$1,6 bilhão em esquisa e desenvolvimento (P&D), envolvendo 450 instituições. Deste total, 126 centros pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil estão relacionados ao fornecimento de energia. De acordo com dados apresentados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), entre as motivações para o investimento em P&D nesta área estão a expectativa de melhoria da qualidade do fornecimento; a redução de custos operacionais; e a possibilidade de se ter um maior gerenciamento e visibilidade do que acontece no fornecimento de energia.

“Grande parte das vezes, a concessionária sabe o que acontece com a colaboração do consumidor, que hoje é o seu principal sistema de monitoramento”, afirmou o consultor em energia do MCTI, Marcelo Pelegrini, em Workshop Smart Grid Brasil 2014, realizado essa semana em Brasília. Segundo o especialista, nas smart grids são empregadas tecnologias digitais para monitorar e controlar o transporte de eletricidade em tempo real, havendo fluxo bidirecional de energia e de informações entre a concessionária e o consumidor final.

Para isso, utiliza-se sistemas de medição, de automação e de interação com clientes que oferecem novas funcionalidades automáticas e requerem infraestrutura adequada de Tecnologia da Informação (TIC). “A implementação desse sistema possibilita a adoção de uma gama de serviços, viabilizando novos mercados e oportunidades de fortalecimento do relacionamento das distribuidoras de energia com seus clientes”, destacou Pelegrini.

A proteção à receita é um dos pontos fortes para o aporte em smart grids. Isso porque na maior parte das regiões brasileiras há perdas não técnicas de energia, como fraudes e furtos. “A regularização de comunidades carentes pode transformá-las em consumidores e clientes de energia. As tecnologias trazidas pelo conceito de Redes Elétricas Inteligentes melhoram a identificação de onde estão as perdas, trazem mais rapidez no combate, favorecem a maior interação com o cliente e o engajamento do consumidor”, ressaltou o consultor em energia do MCTI.

Barreiras

As smart grids apresentam-se como uma das fortes tendências mundiais quanto à modernização do sistema elétrico. Entre as barreiras identificadas para o desenvolvimento do setor no Brasil estão: a limitação dos recursos de P&D, especialmente no aspecto da inovação; o esgotamento do modelo regulatório; a baixa maturidade do mercado; a ausência de uma política industrial vertical (com linhas específicas para REI); a dificuldade de sinergia com as telecomunicações; e a falta de formação de mão de obra qualificada.

“O técnico e o engenheiro passarão a projetar uma rede elétrica com a sinergia, com uma rede de telecomunicações, com uma rede de interação distribuída e os processos de automação e proteção”, destacou Pelegrini. De acordo com ele o modelo de negócios no setor regulatório não suporta adequadamente tanto o mercado quanto a indústria de redes inteligentes. “Como uma v base de inovação e um modelo de negócios mais consolidado, ou seja, um plano que dê diretrizes claras e utilize os instrumentos de apoio adequados, teremos seguramente a indústria participando desse processo”, avalia.

Cenário

Entre as informações apresentadas pelo consultor do MCTI está a classificação dos projetos das 63 empresas concessionárias de distribuição. Os dados revelam que 45% do dela estão iniciando os processos de estudo a adoção de tecnologias de smart grids. Quinze por cento das companhias são consideradas investigadoras e trabalham com uma gama variada de áreas.

Ainda 27% das empresas estão em fase de demonstração dos projetos. “São projetos demonstrativos que querem trabalhar com a grande maioria dos conceitos, automação, medição, interação com o consumidor, armazenamento de energia, e mobilidade elétrica”. As concessionárias pioneiras nos projetos de smart grids equivalem a 12% do total. “São aquelas que já estão com os projetos demonstrativos bastante avançados, que já foram concluídos e que estão preparando a disseminação disso em todas as empresas”, explica.

O Workshop Smart Grid Brasil 2014, realizado em Brasília, reuniurepresentantes brasileiros de geradoras, transmissoras e distribuidoras de energia elétrica, de fornecedores e fabricantes de soluções para tecnologias da informação em Redes Elétricas Inteligentes, de governo, de institutos e de centros de pesquisa, além de representantes internacionais de países do Reino Unidos, da Dinamarca, de Portugal, dos Estados Unidos, da Espanha, do Japão, do Chile, da China, entre outros.

Fonte: MCTI

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