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Será impossível prover acesso geral à internet até 2020 no ritmo atual

As Nações Unidas concordaram no ano passado que todo mundo, mesmo nos países menos desenvolvidos, deveria ter acesso à internet até 2020. No entanto, de acordo com um estudo realizado pela Alliance For Affordable internet (A4AI), provavelmente não atingiremos a meta.

Segundo a entidade, cujos membros incluem Google, Facebook, World Wide Web Foundation e vários governos, o acesso universal só se tornará real em 2042, se continuar no ritmo atual.

Divulgado no início do Mobile World Congress em Barcelona, o relatório diz o seguinte:

“Sem uma reforma urgente, em 2020 veremos apenas 16% das pessoas nos países mais pobres do mundo, e 53% do mundo como um todo, conectadas. Nós não só perderemos o alvo, mas perderemo-lo ‘por uma milha’. Este atraso na conectividade prejudicará o desenvolvimento global como um todo, contribuindo para a perda de oportunidades de crescimento econômico e negando a centenas de milhões de pessoas acesso a educação on-line, serviços de saúde, voz política, e muito, muito mais”.

A atual meta é que as pessoas sejam capazes de obter acesso on-line por menos de 5% de suas rendas médias.

De acordo com a A4AI, a desigualdade de renda é uma grande parte do problema — tecnicamente, pouco menos de metade dos países abrangidos no relatório atingem a meta global, mas muito menos (nove em 51) atingem-na dentre as pessoas na faixa dos 20% mais baixos salários recebidos. A diferença salarial de gênero agrava ainda mais a situação das mulheres, que se tornam particularmente susceptíveis de demorar mais a obter acesso on-line em grande parte do mundo.

O relatório recomenda a reforma dos regimes fiscais e de patentes para reduzir o custo dos telefones, fator de grande peso nessa equação. Isso aumentará o acesso internet público e subsidiado, e estabelecerá novas metas para diminuir a diferença entre gêneros no quesito acesso à grande rede.

Além disso, a aliança quer uma meta mais ambiciosa de acesso à rede. Mesmo nos países mais pobres, o objetivo passaria a ser de que qualquer pessoa possa obter 1GB de dados por mês a 2% ou menos de sua renda média mensal. As informações são da “Fortune” e o relatório da A4AI pode ser lido aqui.

Fonte: O Globo

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