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Sem mão de obra, polo de tecnologia cria centro para capacitação em Ribeirão

Em função da baixa oferta de mão de obra e da alta demanda de pessoal na área de softwares em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), empresas do setor e o poder público criaram em um centro de formação na área.

O Piso (Polo Industrial de Software) e a Fipase (Fundação Instituto Polo Avançado de Saúde) lançam nesta quinta-feira (21) o Centro de Capacitação em Software. O objetivo inicial é colocar cem novos profissionais no mercado nos próximos dois anos.

O centro funcionará no Supera Parque de Inovação e Tecnologia e tem capacidade para turmas de 20 alunos para cursos de três meses e meio. Cada grupo terá conteúdo voltado para os setores de maior demanda no polo. O local poderá receber aulas de reciclagem profissional para os já empregados.

Em 2013, o Piso abriu 470 vagas para contratação, segundo dados da Fipase. A demanda é superior à quantidade anual de recém-formados em tecnologia da informação na cidade –cerca de 300 pessoas, calculam os organizadores do centro.

O presidente do Piso, Flávio de Barros, disse que a falta de mão de obra atrapalha o crescimento das empresas.

“Empresas só assumem novos trabalhos se tiverem pessoal qualificado para contratação”, afirmou.

Barros disse que a velocidade de avanços e mudanças de tecnologia faz com que profissionais se formem com defasagens técnicas.

O gerente de desenvolvimento da Fipase, Dalton Marques, ressaltou que a chegada de novas empresas de tecnologia em Ribeirão Preto passa diretamente pela abundância de profissionais.

INSERÇÃO NO MERCADO

A programadora Amanda Jardim Picoli, 19, foi aluna do curso considerado “embrionário” para o centro de capacitação. Ela e outros 21 estudantes participaram do treinamento por três meses no primeiro semestre.

Do grupo, 82% conseguiram emprego na área de software em Ribeirão Preto.

Amanda está empregada em uma empresa e já planeja a carreira. A jovem disse que não conhecia a área de programação antes do curso. “Estudo processamento de dados e não conhecia a área até que vi um anúncio do curso e me inscrevi.”

Fonte: Folha de São Paulo

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