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São Carlos inaugura parque tecnológico de ‘3ª geração’

Se tudo caminhar conforme o previsto, um novo parque tecnológico em São Carlos (a 232 km de São Paulo) ganhará no mês que vem seu primeiro “morador”, uma empresa especializada em engenharia de materiais.

As aspas acima, aliás, talvez não sejam necessárias: um dos objetivos da instituição é unir, na mesma região, o espaço das empresas com áreas residenciais, de lazer e de serviços.

Essa meta faz com que o Parque Eco Tecnológico Damha seja classificado como de “terceira geração”, afirma o engenheiro José Octavio Armani Paschoal, presidente do Instituto Inova, responsável pela gestão do parque.

A área já tem uma pequena área comercial, com restaurante, farmácia e padaria.

“Para quem vem de São Paulo, como eu, creio que será bastante atrativo ter essa estrutura, num terreno residencial de 500 metros quadrados, e pagar R$ 300 de condomínio”, argumenta Paschoal.

Em torno de 60 empresas têm planos de se instalar no espaço, com predomínio da área de materiais e de equipamentos médicos.

O local também deverá abrigar o Citesc (Centro de Ciência, Inovação e Tecnologia em Saúde de São Carlos), parceria entre as instituições de pesquisa da região, como a USP e a UFSCar, governo e setor privado.

“São Carlos é uma cidade de engenheiros e de tradição acadêmica, o que, para nós, é importante pelos recursos humanos e pelo apoio das universidades”, diz Marcelo Tadeu Milan, um dos quatro sócios do MIB (sigla inglesa de Instituto de Materiais do Brasil), a primeira empresa a se instalar no condomínio.

PRÓS E CONTRAS

Para Maurício Guedes, diretor do parque tecnológico da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o modelo de São Carlos é interessante por estar situado numa região do país que já tem tradição no ramo de parques tecnológicos e presença robusta da comunidade de pesquisadores.

O município tem uma pessoa com doutorado para cada 160 habitantes.

Mas ele afirma que as tendências mais recentes na implantação de parques tecnológicos defendem uma proximidade maior entre o polo de tecnologia e a cidade.

“Muitos planejadores urbanos enxergam nisso o risco de uma espécie de cidade-arquipélago. É importante que o empreendimento também seja integrado à cidade”, afirma Guedes.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

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