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Reunião por videoconferência discute publicação do Plano de CT&I para o Nordeste

Uma videoconferência realizada na terça-feira, 23, pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), com a participação do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Saumíneo Nascimento, atual presidente do órgão, discutiu uma possível data para a publicação do documento final do Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Nordeste (PCTI/NE), entre outros assuntos. O material, que já está pronto para impressão, deverá ser confeccionado em 2 mil exemplares.

Contando também com a presença de representantes do Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Bahia, Espírito Santo, Piauí e Espírito Santo, e transmitida do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em Brasília, a videoconferência teve como mediador Antônio Carlos Galvão, diretor da organização, que é supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Na pauta do encontro ficou acordado que o Plano de CT&I fosse enviado aos candidatos a governo dos Estados envolvidos, para que as coordenadorias de campanha possam adotar uma política com base nas informações divulgadas. Também participam da construção do plano, os Estados de Alagoas, Rio Grande do Norte e Minas Gerais, que não estiveram representados nesta reunião.

Durante a conversa foi solicitado que, a exemplo de Alagoas, as demais unidades federativas adotem a construção dos Planos Estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação com a participação do CGEE. “Também sugerimos que o Plano de CT&I seja inserido nas Plataformas de Conhecimento para adoção de políticas regionais”, observou Galvão que também destacou a necessidade em traduzir parte do plano em agendas objetivas de iniciativa para levá-lo também a outros ministérios, a exemplo do Comércio Exterior.

Em Sergipe, o Governo do Estado tem atuado veementemente para alavancar o fortalecimento da Ciência, Tecnologia e Inovação através da Sedetec e suas vinculadas: Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fapitec) e Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), além da forte parceria com o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec), com iniciativas que permitem aos empreendedores realizar novas atividades produtivas, fundamentais para a geração de emprego e renda na sociedade sergipana, bem como a ampliação de recursos que possibilitam o avanço da tecnologia, da ciência e inovação. “As ações previstas no Plano de Ciência e Tecnologia do Nordeste serão importantes para a consolidação da ciência e pesquisa em Sergipe”, reforça Saumíneo Nascimento.

Construção do plano

A manutenção do processo de transformações em curso no Nordeste, que incluiu um crescimento superior da economia regional, reserva um papel fundamental para a ciência, tecnologia e inovação. Diante disso, o PCTI Nordeste foi construído a partir das visões dos atores regionais do setor na base do território e pretende contribuir, nesse contexto, para reforçar as decisões necessárias para a consolidação de uma CT&I forte e atuante na região.

Para o secretário Saumíneo Nascimento (Sedetec), o Nordeste avançou muito nos anos recentes e ainda pode avançar mais, embora acumule déficits acentuados em várias frentes. “O Nordeste lida com muitas desigualdades sociais e regionais, além de se deparar crescentemente com a escassez de recursos humanos capacitados e a ausência de infraestruturas essenciais, mas tem-se aberto crescentemente a novas ideias e oportunidades”, disse ao destacar que uma política adequada de CT&I cumpre vários papéis de relevo na estruturação do desenvolvimento regional e foram essas, entre outras razões que motivaram a elaboração do PCTI/NE. “Em meados de 2013, os secretários da região e os presidentes das fundações de amparo à pesquisa fizeram a solicitação ao CGEE e logo a proposta foi abraçada pelo MCTI, que a incluiu no contrato de gestão mantido com o Centro de Gestão”, explicou.

Desde a sua formação, o CGEE propôs uma metodologia que tomasse por base a ampla participação dos atores regionais e adotasse o horizonte de 20 anos como referência para as metas e estratégias propostas. Durante cerca de um ano, o trabalho de planejamento foi desenvolvido sob a coordenação do CGEE, com a estreita participação dos atores estaduais, num processo que combinou a produção de insumos técnicos com a participação de representantes de instituições estaduais e nacionais de CT&I. “A proposta do PCTI Nordeste, orientada por uma visão coletiva, teve como norte pensar a CT&I enquanto vetor de desenvolvimento regional sustentável”, disse Saumíneo ao ressaltar que o Plano representa uma contribuição importante para a evolução da articulação federativa e o desenvolvimento de projetos, programas e demais iniciativas de CT&I no Nordeste.

Fonte: SEDETEC-SE

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