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Químicos brasileiros são acusados de usar dados fabricados

Os químicos Angélica Lazarin e Claudio Airoldi são acusados de usar dados fabricados em seus estudos. A denúncia foi publicada hoje pelo site da revista Piauí e confirmada por EXAME.com.

De acordo com a Piauí, Angélica e Airoldi usaram a imagem de um gráfico presente num estudo antigo do qual eram autores para simular resultados de experimentos com outros materiais em trabalhos posteriores.

Originalmente presente num artigo divulgado em 2004 pela publicação Analytica Chimica Acta, a imagem do gráfico foi reaproveitada para ilustrar os resultados de uma outra experiência num trabalho publicado em julho de 2013 pela Química Nova, revista da Sociedade Brasileira de Química.

Por telefone, representantes da Química Nova confirmaram a fraude a EXAME.com. No site da publicação, o texto deixou de estar disponível para os internautas. Angélica é professora do Departamento de Química da Universidade Estadual de Maringá. Já Airoldi é professor convidado da Universidade Estadual de Campinas desde 2012.

Outros casos

Além do artigo da Química Nova, Angélica e Airoldi também são autores de, pelo menos, mais um trabalho despublicado. Trata-se de um estudo divulgado em 2013 pela publicação Open Journal of Synthesis Theory and Applications.

Na página do texto em questão, a revista publicou a seguinte mensagem: “O conselho editorial identificou que trechos substanciais do texto pertenciam a outros artigos publicados”.

Além dos artigos despublicados, Angélica e Airoldi tiveram trabalhos divulgados nas publicações The Journal of Chemical Thermodynamics (2005) e Solid State Sciences (2008) corrigidos em função de repetirem a imagem de um gráfico presente em outros estudos para simular resultados de experimentos.

Procurados por EXAME.com, tanto Angélica quanto Airoldi não foram encontrados. Caso se posicionem, suas afirmações serão incorporadas ao presente texto.

De acordo com a Piauí, Airoldi já participou de outro escândalo do tipo antes. Em 2011, seu nome esteve envolvido no maior caso de fraude já documentado naciência brasileira.

Nele, 11 artigos seus foram tirados de circulação por conterem dados fabricados. À época, a Unicamp suspendeu Airoldi por 45 dias.

Fonte: Exame

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