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Promessa é levar fibras aos municípios, não aos domicílios, diz Paulo Bernardo

Em que pesem as informações da campanha à reeleição de Dilma Rousseff, o compromisso da presidenta é de levar conexões de fibras ópticas a 90% dos municípios do país – e não a 90% dos domicílios. Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, houve erro da página da campanha na Internet.

“A promessa de campanha da presidenta Dilma é de fibra óptica em 90% dos municípios. Em alguns casos, como na Amazônia, há dificuldades e teremos que usar satélite. Mesmo a campanha da presidenta divulgou erradamente que seria 90% dos domicílios, já alertei quanto a isso e pedi para que fosse corrigido”, disse o ministro nesta quarta, 5/11, durante cerimônia de 17 anos da Anatel.

Apesar do alerta do ministro, ainda nesta quarta a página da campanha à reeleição ainda traz “erradamente” a informação corrigida. Ao apresentar o plano chamado de Banda Larga Para Todos, o site saladeimprensadilma.com.br anuncia que “Internet de alta velocidade estará disponível em todo o Brasil até 2018”, e explica:

“A proposta de universalização do programa Banda Larga para Todos compreende a cobertura de 90% dos domicílios brasileiros. Os municípios mais isolados serão interligados por rádio, satélite e telefone digital, fazendo chegar perto de 100% a cobertura de internet no Brasil.”

O ministro, que já vinha trabalhando no projeto quando ainda chamado de PNBL 2.0, afirma que esse plano prevê “pavimentar” as redes em todo o país até 2018. Mas que atender a totalidade dos lares seria inviável. “Fibra óptica em 100% dos domicílios provavelmente custaria R$ 400 bilhões ou R$ 500 bilhões”, calcula.

“O Brasil tem infraestrutura deficiente em todas as áreas e não poderia deixar de ser em telecom. Precisamos começar a resolver isso. “Hoje, apenas 47% dos municípios são conectados por redes de fibra óptica. É como dizer que 47% dos municípios têm estrada asfaltada, os outros têm estrada de terra”, disse.

Em tempo: Levar fibras ópticas a quase todos os municípios é uma promessa adiantada. Afinal, é exatamente o que propôs a Anatel como nova obrigação das concessionárias na discussão do novo Plano Geral de Metas de Universalização, atualmente em consulta pública.

A ideia da agência é que seja utilizado o saldo da troca de metas de PSTs por backhaul – um papagaio gerado na costura do que virou o programa de Banda Larga nas Escolas – para obrigar as empresas a assumirem esse novo compromisso. O saldo, devido pelas concessionárias, ultrapassa R$ 1,3 bilhão.

Segundo a Anatel, a tarefa envolve mais de 2 mil municípios que ainda não contam com fibras, com as tradicionais diferenças regionais. Não há fibras ópticas em 73% dos municípios das regiões Norte e Nordeste, 42% daqueles situados na região Centro Oeste, 40% na região Sudeste e 37% no Sul. Na média, dá os 47% mencionados pelo ministro das Comunicações.

Fonte: Convergência Digital

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