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Projetos para nuvem têm incentivo do governo Dilma

Um convênio firmado nesta quarta-feira, 18/12, destina R$ 98 milhões a projetos de pesquisa que visem ao desenvolvimento da internet no Brasil. A iniciativa reúne os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e das Comunicações (MiniCom) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Contemplará projetos dos 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal.

O documento foi assinado em cerimônia na sede da Fapesp, em São Paulo, pelos ministros Marco Antonio Raupp e Paulo Bernardo, e pelo presidente da fundação, Celso Lafer. Também estavam presentes o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Rodrigo Garcia; o secretário de Política de Informática do MCTI e coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Virgilio Almeida; e o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, entre outras autoridades.

O convênio prevê que um comitê formado por membros do MCTI, do MiniCom e da Fapesp vai elaborar chamadas públicas para o recebimento de propostas de pesquisa. Poderão se inscrever instituições de pesquisa acadêmicas, pequenas empresas, entidades civis e desenvolvedores de software. De acordo com o secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio Almeida, a previsão é que os primeiros editais sejam lançados no fim de fevereiro.

Seis linhas de projetos foram estabelecidas para serem atendidas pelas propostas: Tecnologias Viabilizadoras da Internet (comunicação óptica, segurança de rede); Aplicações Avançadas da Internet (novas aplicações, como computação em nuvem e aplicações em vídeo digital de muito alta definição em artes e humanidades); Comunicação em Rede e Cultura Digital (redes sociais); Políticas Relativas à Internet (modelos de governança das redes); Software Livre (pesquisa sobre desenvolvimento de softwares); e Aplicações Sociais de TICs (como nas áreas de saúde e educação).

Os recursos do convênio são remanescentes do período que se estendeu entre 1998 e 2005, quando a Fapesp gerenciava as verbas arrecadadas com o registro de endereços IP no país. O gerenciamento passou então para a responsabilidade do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) – entidade civil, sem fins lucrativos, que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O comitê, criado em 1995, é composto por representantes do governo, do segmento empresarial, do terceiro setor e da comunidade acadêmica.

As verbas serão distribuídas de acordo com o percentual do registro de domínios realizados pelos estados na Fapesp naquele período. “Quando a Fapesp assumiu esta tarefa, a internet contava com 27 mil domínios. Quando o NIC assumiu, em 2006, o número ultrapassava 850 mil. Hoje são mais de 3 milhões de domínios”, estimou Celso Lafer.  “Esse convênio prevê que os recursos sejam distribuídos por todo o país”, completou o presidente da fundação.

Fonte: Convergência Digital

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