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Projeto de Wi-Fi para as Olimpíadas do Rio deve ser fechado apenas no segundo semestre

Trazendo na bagagem a experiência de ter implantado pontos de acesso (APs) e controladoras de hotspots Wi-Fi em projetos conjuntos das operadoras e estádios para a Copa do Mundo no Brasil no ano passado, as Olímpiadas do Rio de Janeiro de 2016 são a grande aposta da Ruckus Wireless para o ano. “É um projeto extremamente complexo. Além dos estádios, há ginásios de pequeno, médio e grande portes e grandes áreas abertas que sediarão vários esportes em diversas áreas do Rio. Tem toda uma infraestrutura para ser feita e somos referência da Copa do Mundo. Temos curva de experiência e números”, conta otimista o diretor da Ruckus para a América Latina, Andre Queiroz. Ele acredita que o consórcio responsável pela infraestrutura de telecomunicações para as Olimpíadas (no caso, Embratel e Claro) deva bater o martelo sobre o projeto ainda no segundo semestre deste ano. “Quem compra (os APs e controladores Wi-Fi) é o consórcio, que deve contratar integradores globais muito grandes, e somos fornecedores desses integradores”, explica Queiroz.

Mas as Olimpíadas estão causando outra demanda: a dos hotéis cariocas. “Há um boom no mercado hoteleiro para comprar equipamentos de Wi-Fi para receber os turistas das Olimpíadas. E Internet é hoje um fator decisório na escolha de um hotel em todo o mundo”, diz Queiroz.

Verticais

O segmento de hotelaria, inclusive, juntamente com o de educação, tem sido foco dos esforços comerciais da Ruckus para 2015. “Fechamos recentemente um contrato de 1,1 mil APs com uma grande universidade privada de São Paulo. Só no período da noite são 15 mil alunos com cerca de 10 mil conexões simultâneas”, conta. Ele explica que, em geral, uma rede Wi-Fi dura de 4 a 5 anos, sem a necessidade de troca de equipamentos. “Perdemos o negócio (nessa universidade) em 2012 e recuperamos agora. “Em um momento econômico como o que temos vivido o preço é fundamental, mas ainda assim muitos clientes estão vendo que soluções muito baratas, no limite entre o residencial e o corporativo, não atendem sua demanda. Temos trocado muitas redes assim”, afirma Queiroz. O mesmo aconteceu com alguns hotéis que estão retomando contratos com a Ruckus recentemente.

A Ruckus trabalha com APs e controladores para pequenas e médias empresas (PMEs) e para o mercado corporativo. São equipamentos que conseguem suportar de 100 a 500 usuários simultâneos em um único AP e controladores que suportam até mais de 20 mil usuários simultâneos. “De 2012 para cá, a quantidade de dispositivos moveis aumentou, a antena desses dispositivos tem uma sensibilidade de recepção muito menor que a de um notebook e, às vezes, uma rede que era boa pra notebook não é para os móveis”, complementa.

O mercado de operadoras, entretanto, ainda responde pela maior parte das receitas da Ruckus tanto no Brasil quanto em nível global e, embora não revele detalhes, o executivo garante que a empresa tem mais de 50% de participação em equipamentos Wi-Fi nos projetos das operadoras brasileiras, fixas e móveis.

A Ruckus recentemente também ganhou uma fatia maior do Projeto Wi-Fi Livre, da Prefeitura de São Paulo, cuja implantação foi dividida em lotes entre as empresas WCS e Ziva Tecnologia. “No início, havia três fornecedores de equipamentos Wi-Fi, mas a opção por equipamentos mais baratos, muito próximos de soluções residenciais, não atendiam às exigências da Prefeitura, estava gerando muita frustração, e fomos chamados para trocar algumas tecnologias que não estavam funcionando bem”, diz. Projetos em shopping centers e de Wi-Fi em metrôs no Brasil também já estão sendo implementados pela Ruckus.

A estimativa da empresa é de que o Brasil tenha hoje cerca de 1,6 milhão de hotspots instalados, sem considerar os pontos de Wi-Fi residenciais.

Fonte: Teletime

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