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Produto inovador ajuda enfrentar concorrência

Pequenas empresas de software e hardware montam estratégias para concorrer com grandes companhias do setor, como IBM, Dell e Locaweb. As ações incluem o desenvolvimento de sistemas “dentro” das operações dos clientes, preços até 30% menores do que os cobrados pela concorrência e queima de estoques durante feriados. Para os empresários, o menor porte é compensado com adaptações de produtos de acordo com as necessidades do mercado e a entrega mais rápida de mercadorias. Mesmo com a desaceleração econômica, as organizações esperam aumento de até 400% nos contratos, entre 2013 e o início de 2015.

Há três anos no mercado, a Ecommet desenvolve softwares para gestão de e-commerce e concorre com empresas como a Tray, do grupo Locaweb. Para se destacar no segmento, a estratégia é trocar os investimentos de publicidade por aportes na qualificação do time comercial. “Metade do quadro de funcionários é composta de vendedores e gerentes de conta, o que garante uma penetração mais assertiva no setor”, diz o CEO e co-fundador Frederico Rodrigues Flores. “O departamento de TI trabalha lado a lado com o de vendas, que também está inserido nos clientes. Com essa proximidade, somos capazes de desenvolver sistemas que ainda não existem.”

Somente no primeiro semestre, a Ecommet investiu R$ 1 milhão no desenvolvimento de produtos. Trabalha em uma ferramenta para gerenciar pedidos, estoques e as finanças de lojas virtuais. Deve ser entregue a partir de janeiro. “A desorganização e a falta de controle são as principais responsáveis pelos prejuízos nos pequenos e médios varejistas on-line”, diz Flores.

A Ecommet emprega 35 funcionários e os dois sócios da companhia têm menos de 30 anos. Faturou R$ 2,5 milhões em 2013 e a previsão para este ano é chegar a R$ 4 milhões. No início de 2014, abriu filial na Argentina. “Fechamos com quatro dos dez maiores vendedores do portal MercadoLivre no país.” O lucro da operação estrangeira já cobriu os custos da implantação do escritório. A ideia agora é expandir para o Chile e México, nos próximos anos.

Segundo Flores, a empresa deve iniciar 2015 com mais de mil clientes ativos, um aumento de 400% em relação a 2013. “Os nossos sistemas economizam o dinheiro dos clientes e, por isso, são interessantes também em momentos de crise e redução de vendas.”

Na b-datum, empresa criada em 2012 que recebeu, no ano passado, um aporte financeiro de R$ 2,8 milhões do fundo Haya Investimentos, a guerra por contratos acontece no terreno da computação em nuvem, disputado por gigantes como IBM e EMC. É especializada em soluções de backup, principalmente para pequenas companhias interessadas na segurança de dados armazenados em notebooks, servidores e sistemas de câmeras de segurança. Uma das ações para mexer com a concorrência é um programa de canais de venda, que pretende cadastrar mais de 120 parceiros até o final do ano.

Segundo o CEO Thiago Rondon, uma das vantagens do serviço oferecido pela marca é que o custo mensal pode ser calculado com base no consumo armazenado e de acordo com a utilização dos sistemas. “Como a tecnologia é desenvolvida aqui, conseguimos incluir mais recursos de forma rápida. Isso traz um menor custo de implementação, em comparação aos grandes fornecedores.” Em 2015, a intenção é investir R$ 500 mil na captação de contas, pesquisa e desenvolvimento de produtos.

Segundo Rafael Assa, diretor da Alfacomex, de distribuição de produtos e acessórios para mobilidade e informática, o segredo para sobreviver aos concorrentes maiores é trabalhar de acordo com a necessidade dos compradores. “Fazemos um atendimento ‘boutique’, com visitas aos lojistas, coisa não muito comum entre as grandes,”

O empresário também investe na diversificação de itens, com introdução do portfólio nas prateleiras, e preços 30% mais baixos do que os fabricantes de peso. Uma das marcas do grupo, a Geonav, especializada em acessórios para artigos eletrônicos, tem mais de 300 produtos em oferta, como carregadores de aparelhos móveis. Atende varejistas como o Magazine Luiza e Americanas. Também é credenciadas para distribuir acessórios para equipamentos Apple.

“Mesmo sendo um ano complicado, devemos manter os mesmos 30% de crescimento obtidos em 2013”, diz Assa, que compete com marcas como Belkin e iLuv. No próximo ano, vai apostar na distribuição de dispositivos wearables (vestíveis), como os relógios inteligentes.

Na carioca Fourserv, de venda on-line de equipamentos de TI, o embate com a concorrência é feito com a rapidez nas vendas. “Temos produtos em pronta-entrega, para envio imediato”, garante Fellipe Aversa, gerente de e-commerce. Como a marca oferece itens de alta complexidade técnica, treinou as equipes comerciais para explicar os recursos para usuários leigos. Um dos carros-chefes é uma solução de backup de dados, com acesso remoto para o compartilhamento de arquivos via smartphone e tablets.

Segundo o gerente da Fourserv, seus competidores são grandes fabricantes que realizam venda direta de equipamentos, como IBM e Dell. A empresa faturou R$ 5,2 milhões em 2013 e a estimativa para 2014 é alcançar R$ 7 milhões. “Investimos em uma versão ‘mobile’ do site e em um programa de fidelidade para os compradores recorrentes.” Para não perder vendas, também organiza promoções em meses com menos dias úteis, com frete grátis e preços exclusivos durante os feriados.

Fonte: Valor

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