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Prodígios mostram invenções nas áreas de saúde e ciência

Nem Bono, nem Sergey Brin. Os convidados mais comentados do TED deste ano foram adolescentes com suas engenhosas criações, desbancando ilustres como o líder do U2, falando mais uma vez de pobreza, e o cofundador do Google, falando mais uma vez do Google Glass.

O TED reuniu no começo do mês 80 especialistas em tecnologia, educação e design para palestras curtas. A maior parte do público, de 1.400 pessoas, pagou R$ 14 mil para participar.

Fazendo jus ao tema do ano, “O Jovem, o Sábio, o Desconhecido”, muitos dos palestrantes eram adolescentes, com destaque para um americano que criou um reator nuclear, um conterrâneo que inventou um teste de câncer e um africano dono de uma cerca contra leões.

Editoria de Arte/Folhapress

“Vocês devem estar esperando que eu fale sobre fusão, porque é o que eu pesquisei a vida inteira”, disse Taylor Wilson, 18, arrancando risadas da plateia por causa de sua precocidade. Aos 14, ele foi considerado o mais jovem a criar fusão nuclear com um reator que começou a projetar na garagem de casa. “Mas percebi que o maior problema que enfrentamos é energia, eletricidade. Decidi que resolveria isso.”

Wilson adiou a ida à universidade para trabalhar em seu novo projeto, revelado durante o TED e que pretende comercializar em cinco anos. São pequenos reatores nucleares para fábricas ou casas, que funcionam com lixo nuclear e sem necessidade de reabastecer por 30 anos.

Jack Andraka, hoje com 16 anos, também arrancou muitos “ohhh” com uma palestra emocional. Ele iniciou falando da dor que sentiu quando um tio morreu de câncer pancreático. “Tinha 15 anos e nem sabia o que era câncer”, disse.

Na internet ele descobriu que, em 85% dos casos, o paciente é diagnosticado com este tipo de câncer num estágio já avançado, quando tem pouca chance de sobreviver.
Após pesquisar centenas de proteínas, procurar ajuda de 200 laboratórios -só um ajudou- e ter um “insight” na aula de biologia do colégio, ele chegou a um teste que custa só US$ 0,03, fica pronto em cinco minutos e detecta a doença na fase inicial.

Já Richard Turere, 13, não precisou da internet para ajudar na fazenda de seus pais, perto do Parque Nacional de Nairobi, no Quênia. Responsável por cuidar do gado, ele bolou uma cerca de luzes para manter os leões afastados, ao perceber que os predadores se assustavam com as lanternas. O sistema é feito com um painel solar e luzes LED que piscam aleatoriamente, imitando lanternas.

“Costumava abrir o rádio da minha mãe, a televisão de casa, quebrei muita coisa aprendendo sobre eletrônicos”, ele contou à Folha. “Hoje, meus amigos trazem coisas para eu consertar.”

Fonte: Folha de São Paulo

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