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Polos de tecnologia atraem gigantes multinacionais

A Região Sul tem alguns dos casos mais bem-sucedidos de parques tecnológicos do País. O Tecnopuc, em Porto Alegre, abriga centros mundiais de software e serviços das americanas Dell e HP. No Tecnosinos, em São Leopoldo (Grande Porto Alegre), está instalado o centro da alemã SAP. O desafio agora é fortalecer as empresas nascidas na região, transformando-as em atores globais.

O Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) completou 10 anos em agosto. Recentemente, o Tecnopuc inaugurou uma segunda unidade em Viamão, cidade da região metropolitana. O parque conta com 93 empresas instaladas, e gera 6 mil empregos.

“Neste ano, planejamos um investimento expressivo em Viamão”, afirmou Roberto Moschetta, diretor do Tecnopuc. Com a ampliação, o parque passou a focar também em empresas do setor de economia criativa. Em 2014, vai ser instalado no local o Centro Tecnológico Audiovisual do Rio Grande do Sul, com uma infraestrutura de estúdios.

Segundo Moschetta, o parque tecnológico criado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul entrou em uma nova fase. O projeto tem como base a famosa “hélice tripla”, que consiste em universidade, empresas e governo. “Entramos agora com uma quarta hélice, que é o capital”, afirmou. “Acabamos de lançar um programa em que selecionamos investidores para fazer aportes em startups.”

Esse programa de investimentos está relacionado ao esforço de internacionalização das empresas do parque. O Tecnopuc tem parcerias com 15 parques tecnológicos internacionais, em 12 países. Duas empresas do parque já conseguiram se instalar no exterior. A empresa de software Pandora foi para o Reino Unido e a FK Biotecnologia criou a FKx, no Canadá.

Expansão. Criado em 2009, o Parque Tecnológico de São Leopoldo (Tecnosinos) abriga 75 empresas, que geram 4,5 mil empregos e somam faturamento de R$ 1 bilhão. “Somos o parque tecnológico mais internacionalizado”, afirmou Suzana Kakuta, presidente do parque e diretora de inovação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Susana Kakuta.

Ela destacou que estão instaladas no parque empresas com originárias de nove países, além do Brasil. A mais conhecida é a SAP, empresa alemã de software de gestão empresarial. Entre as companhias que chegaram mais recentemente, está a indiana HCL. A sul-coreana Hana Micron é parceira da brasileira Parit na fábrica de chips HT Micron, que deve começar a produzir em março do ano que vem.

“Em 2019, quando completarmos 20 anos, queremos estar com 300 empresas, que gerem 10 mil empregos”, disse Suzana. Em dezembro, a SAP planeja inaugurar a duplicação de suas instalações no parque. A Tecnosinos também está construindo uma nova incubadora, com capacidade de abrigar 37 empresas. Atualmente, o Tecnosinos tem 29 empresas incubadas.

Biotecnologia. O Parque Tecnológico Francisco Sciarra, de Londrina, no Paraná, foi criado em 2002, mas está demorando para deslanchar.

Atualmente, são duas empresas instaladas: a Angelus, de produtos odontológicos, e a International Seals, de tecnologia de vedação. O Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) também está no parque.

“Enfrentamos vários percalços”, disse Rosi Sabino, diretora de ciência e tecnologia do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel). Segundo ela, o principal problema foi a lentidão no processo de doação dos terrenos para as empresas pelo poder público.

A Indusbello, fabricante de instrumentos odontológicos, levou dois anos para conseguir a autorização para se instalar no parque. A Câmara da cidade precisou aprovar um projeto de lei para permitir que a empresa tivesse o direito a um terreno.

Segundo Rosi, além da Indusbello, o parque deve receber mais três empresas, que estão em fases diferentes do processo de instalação.

Fonte: O Estado de São Paulo

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