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PNBL: Governo testa ‘balão’ nacional para acesso à Internet

Foi lançado nesta quinta-feira, 14/11, em Cachoeira Paulista (SP), o projeto Conectar, que busca levar o sinal de internet às comunidades distantes dos centros urbanos por meio de balões equipados com um sistema de comunicação. O equipamento de tecnologia aeroespacial, testado com sucesso, é uma das apostas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) para ampliar o acesso à rede mundial de computadores no país.

O teste do Aeróstato Brasileiro de Banda Larga (ABBL), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), foi acompanhado pelos  ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e das Comunicações, Paulo Bernardo, e pelo presidente da Telebrás, Caio Bonilhpelos. Equipado com transceptores, o balão foi içado a 240 metros de altura, conectando-se por rádio a um ponto fixo no município e preso a um veículo.

Já no auditório, a conexão gerada pelo balão propiciou a realização de duas teleconferências via Skype, uma a 2,5 quilômetros (km) e outra a aproximadamente 30 km do Inpe. Os ministros foram convidados a participar da teleconferência e conversaram com uma equipe do instituto instalada na sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista, e com outra em Passa Quatro (MG).

A qualidade da conexão foi elogiada pelo ministro Raupp. Ele ressaltou que, caso novos testes comprovem a eficácia e viabilidade do dispositivo, ele poderá ser uma importante ferramenta para a ampliação do acesso à internet no país. “O sucesso deste primeiro teste evidencia que vale a pena investirmos em tecnologia nacional. Espero que o projeto continue avançando para que futuramente colabore para as regiões mais afastadas, como por exemplo, a amazônica, terem um eficaz sinal de internet”, disse.

De acordo com o coordenador do projeto no Inpe, José Ângelo Neri, o equipamento tem potencial para colaborar consideravelmente com o PNBL. “Através do balão, a conexão em banda larga usando radiofrequência atinge uma maior área de cobertura em comparação às torres convencionais. Assim, essa alternativa pode ser feita com custo competitivo em relação às tecnologias existentes, além do sinal ser até melhor”, destacou.

Iniciativa brasileira se assemelha ao Loon, projeto do Google que pretende oferecer acesso à internet por meio de balões que se deslocam na estratosfera. Em fase embrionária, o projeto realizou um teste piloto em junho, na Nova Zelândia. Os balões, que ficam a 20 quilômetros de altura, proveem acesso à rede com velocidade equivalente à do 3G.

Fonte: Convergência Digital

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