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Pesquisas, práticas e projetos voltados para o desenvolvimento regional podem ser inscritos no Prêmio Celso Furtado

Até 31 de agosto serão aceitas inscrições para a terceira edição do Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional. A edição deste ano homenageia o professor Armando Dias Mendes, um grande defensor da região amazônica que sonhava com um modelo de desenvolvimento regional integrado a uma estratégia nacional.

Lançado em 2009 pelo Ministério da Integração Nacional (MI), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), o Prêmio tem por objetivo promover reflexão sobre o desenvolvimento regional no Brasil, envolvendo o poder público e a sociedade civil organizada na discussão e na identificação de medidas concretas para a redução das desigualdades entre as regiões brasileiras e a promoção da equidade no acesso a oportunidades de desenvolvimento.

Podem concorrer pesquisadores que possuam ou já tenham tido vínculo com instituição de ensino superior sediada no País ou no exterior, pessoas vinculadas a instituições da sociedade civil vocacionadas ao desenvolvimento regional e autônomos com atividades referentes à temática de desenvolvimento regional.

PREMIAÇÃO

Primeiro lugar: diploma de Reconhecimento de Mérito na categoria em que concorreu e premiação em valores, sendo R$ 50 mil para tese de doutorado  e R$ 25 mil para dissertação de mestrado.

Segundo lugar: diploma de Reconhecimento de Mérito na categoria em que concorreu, R$ 25 mil para tese de doutorado e R$ 13 mil para dissertação de mestrado.

Demais categorias: R$ 50 mil para o  primeiro lugar e R$ 25 mil  para o  segundo lugar.

A cerimônia de entrega dos prêmios será realizada no dia 5 de dezembro de 2014.

CATEGORIAS

Produção do Conhecimento Acadêmico: pesquisadores concorrem com teses e dissertações que abordem temas para o aprofundamento do conhecimento da questão regional brasileira ou para a implementação de ações comprometidas com a redução das desigualdades regionais, como forma de contribuir para a compreensão da temática e a identificação de medidas de intervenção adequadas ao estágio atual das disparidades regionais no Brasil.

Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional: podem concorrer relatos de experiências em andamento, com resultados positivos concretos, implementados por instituições governamentais nas esferas federal, estadual ou municipal, por entidades privadas e pela sociedade civil, que tenham gerado mudanças estruturais e transformações do território onde está instalada e de seu entorno.

Projetos Inovadores para Implantação no Território: destina-se a propostas inovadoras de atuação no território nacional, de natureza social, econômica, cultural ou ambiental, com comprovado potencial de transformação da realidade socioeconômica em escala sub-regional ou macrorregional, voltados para  dinamização econômica e inclusão produtiva, diversificação e fortalecimento da base produtiva e manutenção da competitividade.

SOBRE ARMANDO DIAS MENDES

Considerado ícone do pensamento crítico sobre o desenvolvimento da Amazônia, o professor Armando Dias Mendes lutou por mais de 60 anos pelo crescimento econômico e social da Região Amazônica.

Falecido em junho de 2012, aos 88 anos, em Brasília (DF), Armando Dias Mendes era bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e especialista em Planejamento Regional. Foi professor, pró-reitor e doutor honoris causa pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pela Universidade da Amazônia (Unama); fundador do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea); membro destacado e fundador da Associação de Oficiais da Reserva do Exército Brasileiro (Aore); membro emérito do Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (Corecon-PA).

Foi assessor especial do ministro e secretário-geral do Ministério da Educação; professor colaborador da Universidade de Brasília (UNB); relator do Currículo Mínimo do Curso de Ciências Econômicas no Conselho Federal de Educação; presidiu a Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia.

Além disso, presidiu o Banco de Crédito da Amazônia (antecessor do Banco da Amazônia) e coordenou o I Plano Quinquenal de Desenvolvimento da Amazônia (1955-1959) para a Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA), que antecedeu a atual Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

Em 2008 recebeu em Palmas (Tocantins) o Prêmio Samuel Benchimol. Seu discurso de agradecimento foi marcado pela crítica sobre a forma como a Amazônia é estigmatizada entre dois fundamentalismos incoerentes: o ecológico e o econômico.

Esta é a terceira edição do Prêmio. As edições anteriores homenagearam os brasileiros Celso Furtado e Rômulo de Almeida, respectivamente.

As inscrições e mais informações no link.

Fonte: Ciência em Pauta

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