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Pequenas empresas inovadoras entram no radar de múltis

A Samsung está entre as grandes multinacionais que pretendem ganhar pontos no mercado brasileiro de equipamentos para saúde. Acaba de definir sua meta mais ambiciosa até 2020: tornar-se a líder global em equipamentos de diagnósticos por imagem e ter no Brasil um de seus principais mercados no setor de healthcare. A decisão foi revelada, de Seul, sede do grupo, por Alex Lee, diretor presidente da Samsung Medison Brasil.

Para crescer, a Samsung aposta em alta tecnologia, afirma Alex Lee. Segundo ele, á meta é oferecer design superior, aliado às mais modernas e inovadoras tecnologias. “O Brasil é um importante mercado e os consumidores brasileiros estão cada vez mais atentos e preocupados com a qualidade de produtos e serviços oferecidos pelas empresas”, afirmou.

A Samsung iniciou suas operações no campo médico após a compra da fabricante sul-coreana de ultrassom Medison Co, em fevereiro de 2011. A subsidiária brasileira operava no mercado local desde 1995 e tem sido um dos maiores players no mercado de ultrassom. “A Samsung Medison continuará a promover a integração entre equipamentos médicos e eletrônicos e, a longo prazo, também por meio de tablets e de smartphones”, disse Lee, antecipando avanços tecnológicos para diagnósticos cada vez mais rápidos. Lee não abre nenhum número relativo a investimentos e participação de mercado.

Outras gigantes apostam nas aquisições para ganhar mercado. Numericamente, as pequenas empresas representam cerca de 90% das 13 mil empresas que compõem o mercado de saúde no Brasil e carregam o trunfo de propiciarem a maior parte da inovação tecnológica produzida no país. Juntas, geram mais de 100 mil empregos. Por essa razão, estão na mira de interesses de multinacionais.

O mercado de empreendedores da saúde está no foco da GE HealthCare. “Há no Brasil e na América Latina grupos de pequenas empresas inovadoras, diferenciadas e muito bem preparadas na área da saúde. A GE tem total interesse em algumas delas e devemos anunciar em breve possíveis aquisições”, afirma Dáurio Speranzini, vice-presidente para América Latina. A empresa espera dobrar de tamanho no país até o final de 2013.

Com a Philips Healthcare não é diferente. Desde 2007, sua história no Brasil é de aquisições de pequenas empresas na área de saúde. Foram quatro ao todo, que consumiram € 350 milhões. A primeira, VMI, especializada em produtos de raio-x e mamografia, marcou o início de sua unidade fabril no país. “A Philips mundial tem orçamento definido para expansão de negócios e aquisições. No Brasil, temos um grupo de pessoas dedicado a isso”, afirma Marcos Cunha, diretor geral de healthcare da empresa, que cresceu 20% em 2012.

A americana Saint Jude Medical comprou, em 1996, a Biocor, referência no desenvolvimento e na produção de válvulas biológicas com tecnologia própria. Hoje a sua fábrica de Belo Horizonte é base mundial para a fabricação do produto. Tanto que 90% da produção local são exportados para EUA, Europa, Japão, AL e Índia. São 65 mil válvulas que ultrapassam as fronteiras do país todo ano. “A especialização técnica dessa mão de obra no Brasil é altíssima”, afirma Kurt Kaninsk, presidente da subsidiária da empresa no Brasil. Para expandir sua capacidade de produção em até 20% nos próximos anos, a Saint Jude irá investir cerca de R$ 7 milhões este ano.

A Siemens inaugurou em Joinville (SC), em 2012, sua 14ª fábrica no país: a primeira na área de saúde, destinada à fabricação de equipamentos de ressonância magnética, tomografia computadorizada, sistemas de raios-X analógico e digital. Com a iniciativa, a Siemens aumentou o seu índice de nacionalização em produtos e serviços com alto valor agregado, para suprir as crescentes necessidades do mercado brasileiro de tecnologia médica.

A instalação da fábrica em Joinville faz parte do pacote de investimentos planejados pela Siemens no Brasil para os próximos cinco anos e somou cerca de R$ 50 milhões. “Com a inauguração da fábrica de Joinville, a Siemens passa a produzir e montar no Brasil equipamentos que tenham o mesmo padrão de qualidade daqueles produzidos pela Siemens na Alemanha, EUA e China”, afirma Armando Lopes, diretor geral do setor de healthcare da multinacional alemã no país.

A Toshiba Medical inaugurou em março uma fábrica em Campinas (SP). Serão investidos R$ 60 milhões para os próximos cinco anos na nova unidade de produção.

Fonte: Valor Econômico

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