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Parque aproxima empresa e universidade

Um dos cinquenta do tipo existentes no país, o Parque Tecnológico de São José dos Campos foi inaugurado em 2006 para servir de indutor do desenvolvimento regional.

Localizado em um terreno de 1.200.000 m² às margens da rodovia Dutra, com 36.000 m² de área construída, abriga 45 instituições, incluindo 25 empresas e três universidades (Unesp, Unifesp e Fatec). Diariamente, 4.000 pessoas, sendo 3.000 estudantes, frequentam o local.

Uma das principais atrações do parque é um enorme Laboratório de Estruturas Leves (LEL), inaugurado pelo IPT em maio. O LEL custou R$ 46,7 milhões e foi financiado com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

Tendo a Embraer como único cliente até o momento, o LEL é o maior laboratório do gênero no hemisfério sul.

Em uma área de 1.600 m², o laboratório possui uma sala limpa (para impedir pequenas sujeiras de interferirem nos testes), com duas máquinas de grande porte para desenvolver e testar técnicas de produção de materiais compostos em peças planas e curvas. As estruturas podem ter 12 m de comprimento e 4 m de largura, tamanho da fuselagem de um avião executivo.

Segundo o diretor do LEL, Hugo Resende, as máquinas são as mesmas usadas na produção final por grandes fabricantes de aviões. “As novas ferramentas garantem rapidez de produção e a mesma qualidade da peça final”, diz.

Embora as máquinas e ferramentas do LEL tenham sido adquiridas para atender o setor aeroespacial, o diretor afirma que elas podem ser aplicadas para melhorar a fabricação de materiais leves para as indústrias automobilística, de autopeças, petróleo e gás e de geração e transmissão de energia elétrica.

“Estamos em negociação com outras empresas do setor aeroespacial e também de óleo e gás para o desenvolvimento de novos projetos.”

A proximidade com a Embraer e o ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) faz com que o parque de São José atraia muitas empresas e instituições do setor aeronáutico, mas o local também abriga centros de pesquisa nas áreas de energia, águas e saneamento ambiental, saúde e tecnologia da informação e comunicação.

“Queremos atrair para cá a indústria automotiva e também a de fármacos, e atrair mais instituições de ensino”, diz o ex-ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação Marco Antonio Raupp, que dirige o parque. “O parque tem que ser um local de interação com a territorialidade.”

Os planos de expansão contemplam também hotéis e restaurantes.

Fonte: Folha de São Paulo

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