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País não consegue “salto esperado”, mas sobe três posições em indicador global de inovação

O Brasil ganhou três posições no Índice Global de Inovação 2014, ficando em 61º lugar entre 143 países, num cenário de menor crescimento de pesquisas e desenvolvimento na economia internacional. O índice é elaborado pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi), Cornell University (EUA) e Insead (escola francesa de administração).

Entre os países classificados como de renda média, o Brasil se destaca em termos de qualidade da inovação, sobretudo devido à qualidade de suas principais universidades e publicações científicas e à capacidade de absorver conhecimento do exterior através de royalties e outras formas de importação de inovação e tecnologia, diz Sacha Wunsch-Vincent, economista da Ompi. No entanto, diz, o Brasil ‘não deu o salto esperado em relação ao PIB, como ocorreu com a China e a Índia”.

A avaliação é que os critérios de insumos (“input innovation”) para a atividade de inovação (instituições, capital humano e pesquisa, infraestrutura, sofisticação do mercado e sofisticação dos negócios) não são eficientemente transformados em conhecimento, tecnologia e criatividade no Brasil, o que leva a uma taxa mais modesta de inovação da economia.

No total, o país teve mudança positiva em 15 indicadores e negativa em 17. Os pontos fortes incluem a qualidade das principais universidades (23ª posição) e produção de alta e média tecnologia (21º). Do lado negativo aparecem, entre outros, o ambiente de negócios (137º entre 143 países), pouca formação de engenheiros e cientistas (96º) e fraca produtividade (96º). Entre os países de média renda alta, o Brasil fica na 16ª posição em inovação.

No grupos dos Brics, quatro melhoraram suas posições este ano: além do Brasil, que ganhou três posições, a Rússia subiu 13 postos e ficou no 49º lugar, a China melhorou seis postos e está em 29º e a Africa do Sul, ganhou cinco e ficou com o 53º lugar. A Índia foi o único do país do bloco a cair no ranking. Perdeu dez posições e está em 76º.

Suíça, Reino Unido, Suécia, Finlândia, Holanda e EUA ocupam os seis primeiros lugares do índice. São países onde investimento em capital humano, combinado com forte infraestrutura para inovação, contribui para altos níveis de criatividade, segundo a Ompi.

Fonte: Valor

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