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Paim quer união de ciência com ensino básico

O ministro da Educação, Henrique Paim, defendeu o casamento da ciência com a educação básica como necessário para o país durante a conferência de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, parte da programação da 66ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SPBC). O evento, que acontece na Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco, se encerra hoje.

Segundo Paim, a partir de uma melhoria na avaliação, no financiamento, na gestão e na formação de professores da educação básica, a união entre ciência e o mundo produtivo se torna viável. Um dos desafios nacionais, segundo ele, é ampliar a competitividade no mercado mundial através do desenvolvimento tecnológico e da inovação, que dependem da formação de pessoas.

A oferta de educação profissionalizante no ensino médio tem avançado no Brasil. Nos últimos anos, a participação subiu de 3% para 8% no total da educação básica.

— Mas precisamos avançar muito mais. Na Alemanha, uma referência nessa área, 55% dos estudantes do ensino fundamental vão diretamente para educação profissional — disse ele, se referindo ao Plano Nacional da Educação como medida que vai fazer diferença na educação brasileira.

Outra estratégia para aumentar a competitividade nacional é investir na educação técnica e tecnológica. O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), já presente em mais de quatro mil municípios, foi citado como exemplo.

Outra questão que o governo precisa trabalhar para que haja um avanço, segundo Paim, é o fomento às pesquisas científicas. Ele alertou para a necessidade de renovação dos métodos de trabalho das empresas nacionais junto às universidades, com o objetivo de obter ganhos tecnológicos. Os Estados Unidos serviram como exemplo, já que, no século XX, promoveram significativas melhorias no processo produtivo ao investirem mais fortemente na comunicação das universidades com as indústrias.

Já há, segundo Paim, um entendimento do governo nessa direção, como foi o caso do anúncio do programa Plataformas do Conhecimento em junho deste ano. Um dos principais objetivos da medida é estimular a parceria entre empresas e instituições de pesquisa científica e tecnológica.

Apesar de destacar o sucesso do programa Ciência sem Fronteiras, o ministro reconheceu que as universidades brasileiras devem ampliar a cooperação com as universidades do exterior.

— O próximo passo é trilhar o caminho da internacionalização, vendo quais universidades têm mais condições para isso e também apoiando as que ainda estão se consolidando nessa direção — explicou, conforme divulgado no site da SBPC.

Fonte: O Globo

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