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Observatório no Chile descobre “fábrica de cometas”

Uma “armadilha de poeira” ao redor de uma jovem estrela pode ajudar a explicar como osplanetas se formaram, afirmaram nesta quinta-feira astrônomos do observatório ALMA, do Chile.

As descobertas fornecem uma visão de sobre como as partículas de poeira no disco em volta de uma jovem estrela crescem em tamanho de forma que, com o passar do tempo, formem cometas e planetas.

“É provável que estejamos olhando para uma espécie de fábrica de cometas”, disse Nienke van der Marel, doutorando da Universidade Leiden na Holanda, que chefiou a equipe de cientistas.

Van der Marel e seus colegas fizeram a descoberta quando usavam o observatório ALMA para estudar o disco em um sistema chamado Oph-IRS 48.

Eles descobriram que a estrela era circundada por um anel de gás com um buraco central, mas o que os surpreendeu foi a vista de onde as partículas de poeira milimétricas foram encontradas, destacou em um comunicado o Observatório Europeu Austral, cofundador do ALMA.

“Ao invés do anel que esperávamos ver, encontramos uma forma muito clara de castanha de caju”, disse Van der Marel. “Tivemos que nos convencer de que esta característica era real, mas o forte sinal e a precisão das observações do ALMA não deixaram dúvidas sobre a estrutura”.

O que eles encontraram foi uma armadilha de poeira – um lugar onde grãos de poeira maiores ficam presos e podem crescer, colidindo e se juntando.

Van der Marel observou que as condições na “fábrica de cometas” era boa para que as partículas crescessem da escala de milímetros para o tamanho de um cometa, mas não de um planeta.

“Mas no futuro próximo, o ALMA será capaz de observar armadilhas de poeira mais próximas de suas estrelas parentes, onde os mesmos mecanismos trabalham”, afirmou. “Estas armadilhas de poeira realmente poderiam ser os berços de planetas recém-nascidos”.

“O observatório espacial ALMA foi inaugurado em uma planície do deserto chileno em março e as descobertas, publicadas na edição de 7 de junho da revista Science.

ALMA – abreviação de Atacama Large Millimeter-submillimeter Array – em um esforço conjunto entre as agências norte-americana, europeia e asiática.

Ao contrário dos telescópios ópticos ou infravermelhos, este observatório pode capturar o brilho esmaecido ou o gás presente na formação das primeiras estrelas, galáxias e planetas em uma região extremamente fria do universo.

Fonte: Exame

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