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O que uma startup precisa ter de bom para ganhar espaço no País?

As startups brasileiras que conseguiram sobreviver aos primeiros meses de atuação ­ período em que muitas enfrentam dificuldades para captar recursos, ou para gerir o negócio, e acabam desaparecendo ­ hoje vivenciam um setor que passa por amadurecimento.
Nota­-se um movimento no mercado de orientar as empresas novatas para o desenvolvimento de produtos em outras áreas tão
promissoras quanto a de tecnologia da informação, um dos principais pilares deste universo da inovação.
“É normal que a maioria das startups apareçam com um produto voltado para a tecnologia porque foi neste berço que elas nasceram, como é o exemplo das pioneiras de TI que surgiram na região do Vale do Silício, nos Estados Unidos”, diz José Carlos Aronchi, consultor do Sebrae­SP.
Para ele, os empreendedores que estão no comando dessas empresas precisam olhar, entretanto, para oportunidades em outros setores. Aronchi cita como exemplo os segmentos do agronegócio, audiovisual, saúde, educação, mobilidade urbana, energia e equipamentos. “Estas novas empresas de base tecnológica precisam ter motivação para diversificar. Um dos trabalhos do Sebrae é justamente inserir esta ideia dentro da educação empreendedora que pregamos. A meta é aproximar incubadoras, centros tecnológicos e aceleradoras desses novos modelos”, disse o consultor.
Rodrigo Krug é um exemplo de empreendedor que decidiu atuar em um segmento novo no País e hoje verifica o crescimento da empresapor conta dessa estratégia. O fundador da Cliever, startup do Rio Grande do Sul que fabrica impressoras 3D, afirma que a opção por atuar em mercados novos representa um risco grande, mas que pode ser contornado e convertido em êxito se os empreendedores envolvidos no projeto conhecerem bem as características da área onde almejam se inserir.
“O setor onde trabalhamos, o de máquinas e equipamentos, é um dos mais complexos do País, seja pela carga tributária que incide sobre a produção, seja pelo alto nível de competitividade exigido para sobreviver no mercado. Contudo, se o produto representar uma inovação, ser algo novo e atender uma demanda existente com custos competitivos, as chances da empresa crescer são grandes”, disse Krug.
O segmento de startups é um dos principais assuntos que serão abordados durante a Feira do Empreendedor, organizada pelo Sebrae, que acontece em fevereiro. Aronchi diz que o evento vai apresentar aos interessados as oportunidades de negócios em áreas ainda pouco exploradas, além de questões relacionadas à gestão de negócios e rodadas de investimentos “O tema deste ano será Startup World. Queremos criar um ecossistema no qual o empreendedor possa ter acesso a todos os conteúdos que dizem respeito ao seu negócio, além de aproximá­los de possíveis investidores”, explicou o consultor. “As startups procuram atingir escala para seus produtos rapidamente. Os investidores também buscam isso, logo, nossa meta é fazer com que ambos os lados negociem durante o evento”, concluiu.

SERVIÇO
Feira do Empreendedor
Local: Pavilhão Anhembi Parque
Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1209 ­ Santana, São Paulo/SP
Data: de 07 a 10 de fevereiro
Sábado a terça­feira: das 10h às 21h

Fonte: O Estado de São Paulo

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