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Número de empresas interessadas no Start-Up Brasil surpreende ministério

O número de inscritos para o programa Start-Up Brasil, do governo federal, que prevê investimento de R$ 200 mil e apoio de gestão a empresas iniciantes, surpreendeu. De acordo com o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Virgílio Almeida, a organização “não esperava tanta abrangência e interesse”.

No total, 908 empreendimentos participarão da seleção de empresas, destes 236 start-ups de 37 países se inscreveram. Os dados ficaram acima das expectativas.

O prazo para envio dos formulários terminou no dia 31 de maio e a previsão para a resposta final é dia 10 de julho. Os recursos serão disponibilizados no dia 1 de agosto.

“Além da notícia ter circulado muito nas redes sociais e sites especializados, o valor que as start-ups receberão [R$ 200 mil] é equiparado ao que os Estados Unidos pagam em programas semelhantes”, disse à Folha o secretário.

Segundo Almeida, um dos objetivos do projeto é as ideias se tornem negócios efetivos e que passem a fornecer tecnologia para as demais empresas do país, principalmente nas áreas de óleo e gás.

“Recebemos, por exemplo, um projeto ligado a robótica para exploração de petróleo no fundo do mar. Outro software era para melhorar a operação de veículos que trabalham remotamente submersos fazendo reparos”, explica.

Para o secretário, a possibilidade de empresas de outros países participarem tem como objetivo a internacionalização da tecnologia através dos imigrantes.

A maioria dos negócios estrangeiros inscritos para o programa fica nos Estados Unidos (31%), sendo que os empreendedores são de diferentes nacionalidades, mas residem no país. Em seguida vem a Argentina (11%), Chile (8%), Índia (6,5%), França (5,4%), Portugal, (3,8%) e Espanha (3,8%). Houve também o interesse de pessoas da Malásia, Chipre e África do Sul.

Os escolhidos poderão obter visto de pesquisador por um ano para trabalhar no país.

EM CASA

Brasileiros de 21 estados enviaram propostas. Os três com mais empreendimentos inscritos foram São Paulo (31,5%), Minas Gerais (14%) e Rio de Janeiro (13,2%).

O Start-up Brasil faz parte de um programa governamental de estímulo ao setor de tecnologia da informação. A iniciativa escolherá 150 empresas, nacionais e estrangeiras.

Cada start-up receberá R$ 200 mil em recursos federais para o desenvolvimento do negócio em até 12 meses, além de um montante variável de investimento privado das aceleradoras. O próximo edital será lançado em outubro e se encerrará em novembro para selecionar mais 50 pequenos negócios.

Até o fim de 2015 serão selecionadas ao todo 300 start-ups para o programa.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

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