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Novas linhas de crédito financiam inovação

Os programas para financiamento da inovação em micro, pequenas e médias empresas a partir de empréstimos Inovacred, da Finep, e MPME Inovadora, do BNDES, emprestaram cerca de R$ 165 milhões em 2014, em 190 operações diferentes. As linhas foram iniciadas em 2013 e 2014, respectivamente.

Esse tipo de recurso subsidiado, com taxas de juros abaixo da inflação, pode ajudar pequenas empresas a colocarem em ação planos de expansão. Mas, como sua obtenção está atrelada a uma análise sobre a capacidade de pagamento, projetos mais incipientes têm menos chances de obter os recursos.

Uma opção para quem inicia um novo projeto é apresentar, além de um plano de negócios com estudo detalhado do mercado, uma garantia ao banco em que fizer a operação.

Trata-se de algo custoso. No caso de Wilson Macorin, 65, sócio da Connexae, um financiamento de R$ 600 mil tomado com a Desenvolve SP (banco de desenvolvimento paulista) usado para desenvolver um software de gestão para oficinas mecânicas foi fechado com a garantia de um imóvel de valor maior do que o empréstimo.

Também é possível ao empreendedor ter acesso a fundos garantidores, como o FGI, do BNDES, que podem cobrir o empréstimo parcial ou integralmente (cada um deles têm regras diferentes).

Para isso, ele deverá contribuir mensalmente com o fundo pagando um percentual sobre o valor emprestado em cada parcela.

Segundo avaliação de Marcelo Nakagawa, diretor de empreendedorismo da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista), a opção por iniciar uma empresa inovadora buscando empréstimos, em vez de investidores, é mais perigosa para o empresário.

“Quando o empreendedor está iniciando um negócio, a chance de a empresa dar errado e ele ficar sem o apartamento é muito grande. Inovação no Brasil é arriscado.”

Para ele, esse tipo de empréstimo vale a pena apenas quando a empresa já desenvolveu e testou a tecnologia em que vai operar e tem seus primeiros clientes. Dinheiro para uma fábrica nesse momento pode ser indicado.

Para os negócios mais iniciantes, as próprias instituições de fomento investem em opções mais adequadas a seu momento.

O BNDES, por exemplo, possui o fundo Criatec, para investimentos em start-ups, e a Desenvolve SP tem recursos investidos em quatro fundos de participação que atuam no Estado de São Paulo. A Finep também possui o programa Tecnova, em que o empresário pode conseguir recursos a fundo perdido (sem precisar devolvê-los nem vender participação).

Fonte: Folha de São Paulo

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