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Ministro volta a cobrar investimento em inovação e pede ajuda ao Congresso

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, abriu nesta quinta, 5/3, a série de reuniões promovida pela Câmara dos Deputados para conhecer os planos do governo. Mas prevaleceu a análise sobre o risco de o Brasil ficar para trás caso não eleve a qualidade científica e tecnológica.

“Embora sejamos a sétima economia do mundo, a médio e longo prazo ficamos vulneráveis se não nos apoiarmos em ciência e tecnologia. Se observarmos os indicadores, saímos de 7º lugar em PIB para 64º em inovação”, lamentou Aldo Rebelo, em discurso no Plenário da Câmara.

Ele frisou, porém, que ao longo dos vários governos após a redemocratização do país, houve avanços – desde a própria criação do ministério, dos fundos setoriais e do aumento de recursos públicos. “Em incentivos e renúncia fiscal passamos de R$ 1 para quase R$ 7 bilhões”, afirmou.

Segundo ele, “a presidenta Dilma recomendou que os ministros fizessem o levantamento de obstáculos e óbices burocráticos para agilizar e identificar a pesquisa o desenvolvimento e a inovação”. Mas também reconheceu que precisa de ajuda para dar relevância a esses temas.

“Preciso muito do apoio e da compreensão da Câmara dos Deputados para esse esforço de valorização social, institucional e politica da agenda de ciência, tecnologia e inovação”, disse ele aos parlamentares, com destaque para apoio a aprovação de projetos relacionados – embora sem citar diretamente nenhum.

O ministro lembrou que o país já possui contas altas pela dependência tecnológica importada, fato fundamental para o resultado do ano passado, quando o Brasil marcou o pior déficit em transações correntes de sua história. Segundo Rebelo, com exceção da indústria aeronáutica, da Embraer, a trajetória geral é de queda nas exportações de produtos de alta tecnologia.

“Ou nós promovemos um grande esforço de elevação da qualidade da nossa ciência, da nossa tecnologia e da nossa inovação, ou o Brasil vai pagar um preço muito alto por isso. Essas são disciplinas incontornavelmente ligadas ao destino e ao futuro das sociedades”, disse.

Fonte: Convergência Digital

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