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Ministro comenta sobre plano voltado à Amazônia em programa de rádio

O desenvolvimento sustentável da Amazônia depende do conhecimento adquirido sobre a biodiversidade local. Isso motivou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) a iniciar e coordenar a construção de um plano específico para a região. O titular da pasta, Marco Antonio Raupp, abordou o assunto nesta quinta-feira (27), ao responder perguntas de rádios de todo o Brasil, no programa semanal Bom Dia Ministro, coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), em parceria com a EBC Serviços.

“Temos o entendimento global de que, para desenvolver a Amazônia sem destruir a biodiversidade que lá existe – uma das maiores no mundo –, nós precisamos usar essencialmente o conhecimento dessa realidade e, portanto, muita ciência”, disse Raupp. “Instituições da região precisam trabalhar problemas da região e formar gente que faça ciência e tecnologia em suas instituições e universidades, para dar uma base científica ao desenvolvimento econômico. Essa é a filosofia do Plano Amazônia.”

O ministro enfatizou que a iniciativa deve articular e envolver os estados amazônicos. “Estamos fazendo parceria com todas as secretarias de ciência e tecnologia da região”, adiantou. “E também instituições como o Inpa [Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia] estão participando desse grande arranjo, de maneira a dar um grande incremento nas atividades científicas.”

Raupp lembrou avanços do setor privado em busca de conhecimento científico para preservar e utilizar os recursos naturais. “Empresas de cosméticos, por exemplo, têm sucesso em desenvolver produtos a partir de organismos tirados da biodiversidade, sem afetar a ecologia”, afirmou. “Esses produtos têm um grande charme. Empresas brasileiras vendem esses cosméticos no mundo todo.”

Mobilidade acadêmica

Nove das 15 perguntas respondidas por Raupp trataram do programa Ciência sem Fronteiras (CsF). O ministro informou que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) já confirmaram, desde 2011, 42 mil bolsas para 38 países – 22 mil delas já em execução. A meta do governo federal é enviar 101 mil estudantes ao exterior até 2015.

O ministro destacou dois objetivos do CsF. “O primeiro é que ele é voltado para ciências da engenharia e ciências naturais, porque, apesar de os programas de pós-graduação no Brasil terem se aberto bastante, essas duas áreas ficaram atrasadas em relação às outras”, explicou. “Outro foco é a internacionalização da ciência brasileira. É muito importante que a gente exponha os nossos futuros profissionais à visão internacional do que é o desenvolvimento econômico, da inovação na empresa. O Brasil precisa andar muito ainda nessa direção.”

Segundo o titular do MCTI, entre 250 mil e 300 mil cientistas trabalham no Brasil atualmente. “Então você vê: se nós formarmos mais 101 mil, isso tem uma grande importância no contingente global desses profissionais”, apontou. Ele mencionou o lançamento, dois meses atrás, do portal Estágios & Empregos, voltado à integração de bolsistas e ex-bolsistas do Ciência sem Fronteiras ao setor privado. “Mais de 50 empresas já se cadastraram”, informou.

Prevenção a desastres

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) também ocupou boa parte das perguntas. “O objetivo do sistema é salvar vidas, principalmente ao prever inundações e deslizamentos de encostas, já que a chuva é um fenômeno mais rápido”, disse Raupp. “Mas o Cemaden ainda lida com a seca, um fenômeno de processo mais lento.”

Ele comentou que as previsões de chuvas intensas e as análises climáticas referentes à estiagem representam momentos em que ciência e tecnologia contribuem para a prevenção de tragédias. “Isso aciona outros elementos de ação do governo, como a defesa civil, que têm a capacidade de intervir, com várias atividades que devem ser tomadas para dar continuidade à vida”, completou.

Participaram do programa Rádio América AM (Vitória/ES), Rádio Jovem Pan AM (São Paulo/SP), Rádio Globo Brasília (Brasília/DF), Rádio Liberdade 930 AM (Aracaju/SE), Rádio Amazonas FM (Manaus/AM), Rádio Gaúcha AM (Porto Alegre/RS), Rádio UFMG Educativa 104,5 FM (Belo Horizonte/MG), Rádio Universitária FM (Recife/PE), Rádio Educadora 107,5 FM (Salvador/BA), Rádio Verdes Mares (Fortaleza/CE), Rádio Aliança 1090 AM (Goiânia/GO), Rádio Record AM (Rio de Janeiro/RJ), Rádio Iguaçu AM 830 (Curitiba/PR), Rádio Regional FM (Florianópolis/SC) e Rádio Cultura 680 AM (Campo Grande/MS).

Fonte: MCTI

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