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Mineradora reconhece iniciativas inovadoras

Algumas empresas, mais do que buscar e contratar funcionários empreendedores, desenvolveram ferramentas de fomento às atividades de inovação. A mineradora britânica Anglo American, por exemplo, criou o programa Aplausos de reconhecimento de seus funcionários. “Sua premissa é fazer com que empregados se sintam valorizados e prestigiados por seu esforço em contribuir para a concretização das principais metas e ambições do grupo”, explica a gerente de Recursos Humanos dos Negócios Níquel, Nióbio e Fosfatos, Aline Marques.

Os indicados em cada categoria são avaliados e reconhecidos localmente. Esses vencedores disputam com unidades de negócio do mundo todo. Para a presidente da consultoria de recursos humanos Grupo Foco, Eline Kullock, atitudes como essa fomentam novas ideias. “Empresas que fazem isso certamente estão procurando pessoas empreendedoras”, avalia. A gerente de RH da Anglo American confirma. “Durante o processo seletivo, tentamos identificar se os candidatos são profissionais que questionam a forma como o trabalho sempre foi feito, se são pessoas abertas a aprender novos enfoques e que fomentam novas formas de pensar”, diz.

Além de incentivar práticas inovadoras, o Aplausos também compartilha a expertise com as demais unidades. Mais de 300 trabalhos de Níquel, Nióbio e Fosfatos foram reconhecidos neste ano. Um deles foi o que participou o gerente de Processos e Qualidade Thiago Araújo. A iniciativa, premiada nacionalmente dentro da unidade de negócios e nomeada para a final global, trouxe o reaproveitamento de um dos resíduos sólidos da empresa como matéria­prima para produção de fertilizantes, elevando, assim, o nível de reúso. “Os testes foram bem sucedidos e se iniciou o processo de vender a ideia e angariar investimentos”, contou Araújo. Segundo o funcionário, “o reconhecimento da empresa e a exposição da unidade de negócios em publicações internas e vídeos institucionais que circularam todas as operações da Anglo American traz grande satisfação”.

Desejo do jovem não é trabalhar para a empresa, mas com ela’ O ringue no meio do salão e as luvas de boxe penduradas nas mãos do árbitro sugerem uma luta. Mas a plateia não verá pancadaria. A luta, entre oito grupos de funcionários de uma grande empresa de telecomunicação de Minas, será travada no campo das palavras: quem tiver a ideia mais criativa para a companhia recebe financiamento para colocá­la em prática. Os sócios e criadores, Fabio Munhoz, de 30 anos, e Anderson Penha, de 33, deram o nome de Pitch Fights à plataforma. Segundo eles, o objetivo do social game é estimular as atitudes intraempreendedoras, também chamadas de startups corporativas. “Os seis mil funcionários participaram do processo de seleção das ideias. O ganhador recebe um prêmio e não está mais preso a um modelo de crescimento (profissional) hierarquizado”, diz Penha. Foram 32 ideias levadas a uma plataforma online.

Lá, os funcionários votaram nas melhores iniciativas, vistas em vídeo. As oito mais votadas caminharam para a fase presencial, na qual um corpo de jurados avaliou as ideias por meio da apresentação dos grupos. Venceu a ideia que propôs desenvolver um sistema de inteligência artificial para facilitar a resolução de problemas pelos próprios usuários sem necessidade de auxílio do call center. O jogo foi colocado em prática na 3ª Virada Empreendedora, em São Paulo, em 2013. Para Anderson Penha, o sucesso da ferramenta reflete o desejo do jovem de não mais “trabalhar para a empresa, mas com a empresa”.
“O brasileiro é formado para conseguir um emprego e se aposentar”, afirma Munhoz. Mas, segundo ele, a educação começado a ser menos ortodoxa. “As universidades estão abertas para discutir o tema.”

Fonte: O Estado de São Paulo

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