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MCTI e Vivo selam acordo para monitoramento de desastres naturais

O esforço do governo federal para preservar vidas diante de chuvas torrenciais e outros extremos climáticos ganhou nesta quinta-feira, 23/05, a colaboração oficial da Vivo, após assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a empresa.

“Quando uma força viva da sociedade, como uma empresa, tem a consciência e a preocupação de se juntar ao poder público por uma causa social, isso merece ser saudado e anunciado”, declarou o ministro Marco Antonio Raupp. “Estou feliz por esse encontro de ideias e informações de grande importância para salvar vidas.”

Pelo acordo, a Vivo se compromete a ceder espaços em suas estações radiobase – torres de telefonia – para o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) instalar plataformas de coleta de informações pluviométricas, além de fornecer ao centro a transmissão em tempo real dos dados adquiridos pelos medidores de chuva.

O Cemaden licitou em dezembro 1.500 pluviômetros automáticos e, segundo o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, deve lançar nos próximos meses um segundo edital para comprar outras 1.500 unidades. “Daqui a um ano, nós vamos ter no Brasil cerca de 3.000 pluviômetros automáticos em áreas de risco”, disse.

Para Nobre, a localização das estações radiobase facilita a coleta de dados. “As torres têm que ficar em lugares elevados, que, nas zonas urbanas, costumam ser exatamente as áreas de risco”, explicou o secretário. “A aplicação prioritária é a mitigação de desastres naturais, mas existem inúmeros usos possíveis, como gestão de tráfego, emergências, seguros.”

Avanço e possibilidade

O diretor presidente da Vivo, Antonio Carlos Valente, apontou duas vantagens trazidas pelo trabalhjo conjunto ao país. “Por um lado, a gente vai ter oportunidade de gerar uma informação adicional para que a Defesa Civil remova as populações das áreas de risco em tempo suficiente para evitar catástrofes e perda de vidas”, afirmou. “Por outro lado, a gente cria uma solução nacional, com o desafio de transformar isso em uma oportunidade comercial, que poderia ser levada para o exterior.”

O documento de cooperação não assegura exclusividade à Vivo. “Temos uma série de torres para instalar os pluviômetros, mas locações de terceiros eventualmente vão se somar, a exemplo da Caixa [Econômica Federal], do Banco do Brasil e de concorrentes nossos, que poderão se juntar a esse projeto”, comentou Valente.

Fonte: MCTI

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