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Marinha lança nova licitação de R$ 245 milhões para reconstrução de estação antártica

A Marinha lança na quarta-feira uma nova tentativa de licitação para a reconstrução da Estação Comandante Ferraz, base do Brasil no continente Antártico. De acordo com Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, contra-almirante Marcos Silva Rodrigues, o valor máximo a ser aceito pelo governo para a nova estação será de US$ 110,5 milhões (R$ 244,7 milhões).

Em fevereiro de 2014, a primeira tentativa de realizar a nova licitação da base brasileira fracassou por falta de interessados em realizar a obra. O edital anterior era uma licitação nacional com preço máximo de R$ 147 milhões. A estação brasileira anterior pegou fogo em fevereiro de 2012.

De acordo com o comandante do projeto, após o fracasso da primeira tentativa, a Marinha conversou com as empresas e fez mudanças no edital, principalmente no aspecto dos custos de transporte e das bonificações referentes aos custos da construção.

O projeto também ficou mais caro, segundo Rodrigues, porque foi refeito o estudo sobre as fundações da estação. O novo levantamento mostrou que as estacas custariam muito mais do que o previsto no projeto anterior. Isso porque a previsão anterior era encontrar rochas para colocar as fundações a cerca de 15 metros de profundidade. E os novos estudos, feitos após a licitação não ter encontrado interessados, mostraram que as rochas estavam a cerca de 100 metros de profundidade.

Outra preocupação das empresas que desistiram da concorrência anterior foi que os valores estavam em reais e não havia proteção para variações do dólar, moeda em que serão feitos parte dos pagamentos para a construção.

De acordo com o comandante, há empresas estrangeiras e nacionais que já se mostraram interessadas em participar da disputa.

O edital prevê que o resultado da disputa saia em 45 dias após a publicação. A obra deve começar ainda neste verão antártico, que inicia em outubro. A previsão é que a obra esteja entregue até março de 2016, mas o clima imprevisível na região pode atrasar a entrega, segundo o comandante.

A nova estação terá 147 mil metros quadrados, o mesmo tamanho da anterior que começou a ser construída em 1982 e pegou fogo em fevereiro de 2012, quando foi praticamente toda destruída. O Brasil construiu uma estação provisória no local no ano seguinte para tentar manter as pesquisas que estavam em andamento no período do incêndio.

Ainda em 2012, a Marinha iniciou o processo para reconstruir uma estação permanente. Um concurso de projetos promovido pelo IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) escolheu o formato de uma nova estação que, agora, a Marinha tenta licitar pela segunda vez.

“Vamos fazer uma estação que é o estado da arte em termos de continente Antártico”, afirmou Rodrigues.

Fonte: Folha de São Paulo

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