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Mão de obra é desafio para a indústria de TI

Articular ações entre o empresariado gaúcho, principalmente de pequenas e médias empresas, instituições universitárias e centros de pesquisa e agentes governamentais é fundamental para consolidar a força da indústria de software do Rio Grande do Sul e ampliar as oportunidades de negócio do setor, afirma José Antônio Antonioni, diretor-presidente da Associação Rio-Grandense de Apoio ao Desenvolvimento de Software (Softsul).

As chances para expansão da indústria gaúcha de software são reais, segundo ele. Só na área de petróleo e gás, por exemplo, existem hoje 300 empresas com atuação direta no Estado, com uma demanda crescente de profissionais capacitados em tecnologia da informação. “Os polos e parques tecnológicos foram fundamentais para induzir e criar esse ambiente favorável ao desenvolvimento tecnológico e aos negócios”, atesta Antonioni.

A indústria de software no Rio Grande do Sul desenvolveu-se muito nos últimos anos, de acordo com o gestor da Softsul. Há no Estado 1,5 mil empresas de software e serviços de TI, que empregam 40 mil trabalhadores e faturam R$ 3,5 bilhões anuais. As empresas gaúchas respondem por 6,5% da demanda nacional e apenas 20% da estadual. É preciso, portanto, buscar um maior equilíbrio e o caminho mais curto nessa direção, observa o executivo, é aumentar a participação do software gaúcho no mercado doméstico.

O grande gargalo para o desenvolvimento do setor é a falta de mão de obra. A Softsul estima em cinco mil profissionais a carência de pessoal na área de software. Em todo o país, segundo a Associação Brasileira de Software (Abes), a falta de profissionais de TI deve chegar este ano a 200 mil pessoas. Mas há espaço para crescimento, indica Antonioni. São 110 instituições universitárias de graduação e pós-graduação, com 2.123 cursos e 353,5 mil estudantes.

“Muitas universidades locais têm cursos especializados na área de ciência e informática e as próprias empresas buscam estudantes com ofertas de estágios, antes mesmo do término da formação universitária”, diz. “O ideal é criar sinergia entre as grandes empresas com os empreendedores locais, além de uma articulação mais efetiva com o governo estadual e federal para explorar novas oportunidades”, afirma.

Não faltam exemplos bem-sucedidos de empresas gaúchas que alcançaram dimensão nacional na área de software e serviços, a partir de investimentos pesados em capacitação e desenvolvimento tecnológico. É o caso da GetNet, provedora de soluções para negócios com transações eletrônicas, hoje com três data centers, em Campo Bom e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e em São Paulo, com capacidade instalada de realizar até 800 transações por segundo. “Nos últimos dois anos, investimos fortemente no desenvolvimento e implementação de soluções que envolvem captação de transações eletrônicas, com resultados fantásticos”, conta Rubens Fernandes Gil Filho, diretor executivo e de negócios da GetNet.

A soma dos investimentos da empresa em tecnologia, em 2012 e neste ano, deve chegar a R$ 470 milhões. O faturamento em 2012 atingiu R$ 3,5 bilhões. “Gestão e mão de obra da empresa são próprios, o que confere mais agilidade ao negócio”, diz Gil Filho.

Fonte: Valor Econômico

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