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Líderes mundiais investem em centros de P&D

Duas das maiores empresas de tecnologia em comunicação prometem novos investimentos em centro de pesquisa e desenvolvimento para atender a demanda provocada pela migração do país para a quarta geração de dispositivos móveis. A americana Qualcomm, líder mundial em tecnologias móveis, aumenta aos poucos os recursos e a atração de pesquisadores para o centro montado na sede da empresa, em São Paulo. Já Ericsson, empresa sueca de telecomunicações, que tem um centro vinculado à fábrica de São José dos Campos, outros dois em parceria com o governo de Minas Gerais, além de convênios com centros de oito universidades brasileiras, ampliou a capacidade da unidade principal de P&D, em Indaiatuba, também em São Paulo. Em março, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), inaugurou em Campinas, São Paulo, a primeira fase de um novo laboratório que servirá para testes e medição de dispositivos móveis de 4G padrões Long Term Evolution (LTE) e LTE-Advanced. A nova estrutura possibilitará a simulação de todas as condições de operação em campo dos equipamentos destinados a redes 4G.

“Já estamos desenvolvendo a arquitetura da internet do futuro, com maior eficiência e o aumento do uso principalmente de aplicativos de vídeo, para evitar que o tráfego de dados emperre a rede”, diz Jesper Rhode, diretor de Inovação da Ericsson. “A Qualcomm é uma parceira tecnológica com efeito catalisador. Queremos fomentar a indústria em duas frentes: atendendo os grandes clientes multinacionais presentes no Brasil e a indústria nacional que quer entrar no mercado de celulares e tablets”, afirma Roberto Medeiros, diretor de desenvolvimento de produtos da Qualcomm da América Latina.

A empresa não revela o volume do investimento, nem o número de pesquisadores que tenta atrair para o seu centro de P&D, mas a expectativa é de que os primeiros resultados apareçam já no segundo semestre deste ano. A empresa registrou um lucro líquido nas operações mundiais no ano passado de US$ 6,11 bilhões com um aumento de 22% nas vendas de chips e de 25% de celulares 3G e 4G com tecnologia desenvolvida por ela. “Nosso papel é ajudar na transição tecnológica de 3G para 4G através de suporte local”, diz Roberto Medeiros, da Qualcomm.

A Ericsson, que já tem 400 cientistas trabalhando no Brasil espera atingir o aporte acumulado de R$ 1 bilhão em P&D nos próximos dois anos. O objetivo é dar suporte à migração para a tecnologia 4G e antecipar a próxima geração de dispositivos móveis. “Temos apostado na expansão tecnológica, investindo cada vez mais na camada de serviço, com o desenvolvimento de sistemas para a gestão de conteúdo 3D via internet”, afirma Jesper Rhode, da Ericsson.

O laboratório de testes e medição de dispositivos móveis de 4G, foi montado por meio de um convênio entre o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). Pelo acordo, serão investidos R$ 16 milhões. O objetivo é pesquisar e desenvolver métodos e testes no padrão 4G. A iniciativa permitirá à indústria brasileira de equipamentos a obtenção no país do selo de conformidade com padrões internacionais e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Fonte: Valor Econômico

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