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Investimento em TI deverá chegar a R$ 71,2 bilhões em 2014

Os gastos com infraestrutura de Tecnologia da Informação, especialmente com a renovação dos parques de harware e software -vão ter que acontecer em 2014 e são o alento para os fabricantes de PCs, servidores, storages e outros, avalia, em entrevista ao Convergência Digital, Ivair Rodrigues, da IT Data. “O nível de atualização de infraetrutura é o mais baixo desde 2008. Modernizar o parque é imperativo, mas o orçamento deverá crescer apenas 6% e terá de conviver com a alta do dólar”, diz. Soluções de Logística despontam entre as três principais prioridades.

“Manter os investimentos em torno de 6% para TI num ano que a economia patinou pode ser, sim, uma questão positiva, mas a verdade é que para acomapanhar a necessidade de uso da TI esse aporte deveria estar entre 12% a 15%. A grande questão é adequação dos orçamentos ao dólar. Se o dólar aumentar, as opções de compras vão ser reduzidas. O orçamento pode ter aumentado em valores, mas não em percentual. E o dólar impacta os custos de software e hardware”, pondera Ivair Rodrigues.

O estudo – é a nona pesquisa anual sobre tendências de investimentos em TI pelas empresas brasileiras – foi conduzido pela IT Data para o Instituto Sem Fronteiras – IT4CIO e ouviu cerca de 1200 gestores de TI de empresas de grande e médio porte no país. O levantamento constata que o desafio da infraestrutura de TI – que está ficando ‘velha’ – preocupa muito aos responsáveis pela área nas corporações.

“o nível de atualização da infraestrutura de TI das empresas é o mais baixo desde 2008. Por isso, 46% delas investirão na modernização do hardware e software em 2014 (50% a mais em relação a 2013). E boa parte – 45% – vão tentar renegociar os atuais contratos”, salienta Rodrigues. “É o segundo ano seguido em que os investimentos crescem no patamar de 6% ao ano”, menciona ainda Juliana Simette, coordenadora da pesquisa. Historicamente, os investimentos em TI cresciam em média 10%. Porém, devido ao baixo crescimento do PIB e à limitação dos investimentos do setor público e privado, este patamar recuou.

Em 2013, as áreas de prioridade de investimentos foram ERP (gestão empresarial), computação em nuvem, BI e mobilidade. Para 2014, houve mudanças nessa rota. Infraestrutura de TI aparece na primeira posição. “As empresas vão comprar internamente, mas é uma oportunidade, sim, para os provedores de cloud, principalmente, na oferta de cloud privada, que é o anseio das empresas”, salienta Ivair Rodrigues. Na segunda posição desponta o ERP – consolidação dos projetos. “Não tem jeito. O ERP veio para ficar e exige atualizações e gastos constantes”.

A grande surpresa do estudo está na preocupação com a aquisição de soluções voltadas para a Logística. “A área de TI tem que se preocupar muito com essa questão. As empresas estão perdendo dinheiro e querem agilidade da TI”, diz. BI/Analytics e Computação em nuvem despontam na quarta e quinta posição. A mobilidade – que esteve no topo 3 das prioridades em 2013 – caiu posições. “O uso de tablets e smarpthones é uma dor de cabeça para as empresas. Mais de 40% delas sabem que terão de criar uma política de segurança para abrir seus sistemas aos dispositivos móveis. E a grande maioria não tem estrutura”, sinaliza o diretor da IT Data.

Ivair Rodrigues admite que 2014 será um ‘ano díficil’, mas garante que a visão do uso da TI está mudando nas empresas. “A maior parte já não considera TI como despesa. Mas quer muito que a TI, agora, ajude na redução de custos. Não é mais para pensar no desenvolvimento de novos negócios. A pressão está em ajustar sistemas. No melhor uso do back office”, conclui o analista.

Fonte: TI Inside

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