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Investimento em pesquisa volta a ganhar destaque

Durante décadas, o setor de tecnologia cultuou o “HP Way” – a maneira como a Hewlett-Packard (HP) conduzia sua organização e criava produtos inovadores, a partir de um investimento maciço em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Em meados da década passada, porém, esse conceito começou a perder força, até ser reduzido a um lugar secundário na companhia. “Perdemos o HP Way”, diz Meg Whitman, executiva-chefe da companhia, ao Valor.

Um exemplo desse abandono é que, em sete anos, a HP não lançou nenhum equipamento multifuncional, que reúne funções de impressora, scanner e copiadora. Isso considerando que a área de impressão é um dos principais negócios da empresa, ressalta Meg.

“Voltar atrás é impossível. Sempre temos de caminhar para frente”, diz a executiva. É por isso que o novo mantra é “HP Way Now”. A ideia é adaptar os conceitos de inovação a um mundo digital e conectado, que muda rapidamente. Na semana passada, os funcionários da HP no Brasil foram convidados a assinar um painel de 12 metros de comprimento, pelo qual se comprometiam a colocar os princípios em prática. Meg também assinou.

Traduzir essa simbologia em negócios é um desafio. O papel da P&D, que estava ausente do discurso dos presidentes da HP, voltou a ganhar ênfase com Meg Whitman. “Estamos aumentando os investimentos na área tanto em valores absolutos quanto em percentual de receita”, afirma a executiva. Na gestão de Mark Hurd, entre 2005 e 2010, o investimento anual em P&D caiu pela metade em termos percentuais, de 4% do faturamento para 2,3%. Meg iniciou uma rota de retomada. Ao fim do ano fiscal 2011, pouco depois da entrada da executiva, o investimento em P&D era de US$ 3,25 bilhões, ou 2,6% do faturamento. Em 2012, aumentou para 2,8%, ou US$ 3,4 bilhões. Meg também quer que as inovações em estudo nos centros de pesquisa da HP cheguem mais rapidamente ao mercado, incorporadas a novos produtos.

No mercado de consumo, a meta é criar equipamentos cujo design e funcionalidades criem objetos de desejo. Na área empresarial, essa sofisticação se traduz de outras maneiras. Os servidores Moonshot, cita Meg, ocupam 92% menos espaço e representam uma economia de energia de 87%. A HP também rompeu a tradição de usar exclusivamente o padrão Wintel – chips da Intel e sistemas da Microsoft. Passou a adotar chips desenhados pela britânica ARM, que equipam telefones celulares e tablets, e os sistemas operacionais Android e Chrome, do Google, e o Tizen – que tem a Intel e a Samsung como principais apoiadores.

Telefones celulares são a única coisa que a HP não faz por enquanto. Ingressar nesse mercado requer um alto investimento, diz Meg. “Só duas empresas ganham dinheiro com smartphones”, afirma a executiva, referindo-se à Apple e à Samsung. “Eu não quero entrar para ser a 47ª do mercado, mas o celular é o único equipamento que muitas pessoas vão ter. Temos de dar um jeito de fazer isso corretamente.” (GB e JLR)

Fonte: Valor

 

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