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Inovação é mais aceita por pequena e média empresa

Depois de uma sucessão de testes feitos nos últimos anos para a aplicação de computação em nuvem, grandes companhias adotam gradativamente o modelo, até agora mais frequente empresas de menor porte. Ainda há resistência à colocação de dados mais sensíveis em estruturas públicas e já se antevê a predominância das clouds híbridas. A área de TI deixa de ser a única responsável pela contratação de soluções em nuvem. Avança em áreas de negócios, sensibiliza o setor financeiro e traz preocupação extra para os departamentos jurídicos e de compras, desafiados a compreender o modelo e a implicação de algumas contratações.

Projetos relacionados a time to market, inovação e competitividade estão sendo desenvolvidos, mas ainda falta maturidade ao segmento, dizem alguns consultores. “Observamos a busca pelo uso da nuvem em projetos que demandam baixo investimento, concentrados em processos mais simples da cadeia e atrelados à contenção de gastos”, afirma a o vice-presidente de inovação e soluções de indústria da Softtek, Marcos Cacalis.

Pesquisa feita entre março e abril pela empresa de consultoria da Capgemini com 415 executivos brasileiros da área de TI indica que, até 2019, a nuvem privada será opção para 76% dos entrevistados. O modelo público atrai 17% da preferência. As empresas menores tendem a usar a nuvem pública, as maiores e médias, as nuvens híbridas. O modelo SaaS é usado por 73% das empresas que adotam a nuvem, mais de 70% dos executivos têm ou planejam desenvolver o formato de loja de aplicações corporativas e o modelo de infraestrutura como serviço (IaaS) deve alcançar o amadurecimento, saltando dos atuais 55% para 88% entre os que pretendem implantá-lo em dois anos, enquanto a plataforma como serviço (PaaS) é a escolha atual de 39% da amostra, com 34% planejando utilizá-lo.

“Clientes que estavam olhando a nuvem como laboratório agora escolhem pelo menos uma aplicação para teste em nuvem híbrida, como e-mail, compartilhamento de arquivos e dados de projetos específicos”, diz Gustavo Trevisan, diretor da unidade de soluções integradas da Capgemini. Mas a nuvem não traz receita relevante à consultoria, com cerca de 10%.

Outro uso em alta é para big data, já que o processamento em nuvem agiliza o tratamento de uma enorme massa de dados sem valor por si só. Segundo Alexandre Lordello, diretor responsável pela área de gestão de TI da Totvs, a menor barreira de entrada e de saída favorece a compra de soluções de BI por áreas usuárias, com plataformas preparadas para juntar dados internos e externos no mesmo relatório. Na Totvs Consulting, a adoção de soluções em nuvem tem crescido mais de 40% ao ano. “A tendência é de contratação de cloud pelas áreas de marketing e comercial. Isso preocupa áreas jurídicas, de compras, riscos e segurança”, afirma Edgar D’ Andrea, sócio da PwC Brasil e líder em Segurança da Informação.

Isso vale para soluções simples como software para impressão de etiquetas até o CRM para melhorar a performance de vendas. Também estão em alta serviços que agregam plataformas, como e-mail e mensageria. “O grande motivador da nuvem é velocidade, com rapidez e flexibilidade, além da inovação”, acrescenta Ricardo Chisman, diretor executivo e de estratégia da Accenture.

A consultoria desenvolveu para o Ponto Frio projeto com Google Glass em dois meses, graças a cloud. “A nuvem permite lançar produto, fazer protótipo e ter ambiente de teste com rapidez”, concorda Claudio Soutto, sócio da Deloitte, que desenvolveu para uma startup na área de energia o seu primeiro projeto de implementação total em nuvem, no qual consumiu um terço do tempo e do custo tradicional.

Fonte: Valor

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