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Inovação ajuda a elevar qualidade de produtos e serviços

O uso da inovação como ferramenta para conquistar novos clientes e aumentar a qualidade de produtos e serviços já é realidade para três em cada quatro pequenos negócios no Brasil. De acordo com pesquisa feita pelo Sebrae, nos últimos três anos a maioria dos micro e pequenos empreendedores promoveram algum tipo de inovação e, para mais de 80% deles, a modernização colaborou para um expressivo crescimento das receitas.

Além do incremento no retorno financeiro, 87% dos proprietários de pequenos negócios afirmaram que os processos de inovação adotados deixaram os clientes mais satisfeitos. Para 83% dos entrevistados, a imagem da empresa teve um incremento e para 72% a inovação melhorou a qualidade de vida no ambiente de trabalho.

O estudo classifica como inovações desde o lançamento de um novo produto até melhorias na estrutura organizacional ou nos processos. Segundo Luiz Barreto, presidente do Sebrae Nacional, o grande desafio das micro e pequenas empresas é trabalhar o negócio da porta para dentro e adotar estratégias inovadoras, não só em produtos, mas também em gestão. “Inovar não é apenas lançar um novo artigo ou serviço. É melhorar processos e adotar medidas sustentáveis que atendam às demandas dos consumidores e diminuam os custos da operação”, afirma.

De acordo com Barretto, o Sebrae tem procurado identificar problemas como a falta de conhecimento de técnicas de prospecção de tendências e oportunidades de mercado, dificuldade de acesso a crédito e capital de risco. “Temos atuado fortemente para contribuir na redução dessas barreiras e estamos articulando parcerias com entidades de pesquisa tecnológica e com outras empresas para construir redes de colaboração no desenvolvimento de inovações”.

O presidente do Sebrae destaca que a inovação é a agenda do século 21 e o grande diferencial para sobreviver no mercado. “Estabelecemos como meta aplicar no mínimo 20% do nosso orçamento para incentivar a cultura inovadora nos pequenos negócios”, detalha. De 2014 a 2017, o Sebrae investirá R$ 1 bilhão em inovação, por meio de projetos e programas como o Sebraetec, Agentes Locais de Inovação (ALI), o Centro Sebrae de Sustentabilidade, o apoio a incubadoras e parcerias. O número de empresas atendidas pelo Sebrae com soluções de inovação passou de pouco mais de 40 mil, em 2010, para 145 mil, em 2013.

O Sebraetec, criado em 2009, promove a intermediação para compra e venda de tecnologia, de acordo com o diagnóstico feito pelo Sebrae, que subsidia 80% do investimento. Hoje, são 1,5 mil empresas públicas ou privadas cadastradas para oferecer serviços tecnológicos para os clientes da casa. “O principal impeditivo para a inovação nas MPEs é o custo”, lembra Barreto.

O programa hoje contempla quase 80 mil negócios. De acordo com dados da pesquisa Causa Mortis – O sucesso e o fracasso das empresas nos primeiros 5 anos de vida, as empresas que costumam aperfeiçoar produtos e serviços, estar atualizadas com respeito às tecnologias do setor, inovar em processos e procedimentos e investir em capacitação tendem a sobreviver mais no mercado – a atualização tecnológica, por exemplo, está em foco em 72% das empresas em atividade, contra 62% das empresas que fecharam as portas. Além disso, quesitos de gestão cuja acurácia pode ser relacionada a soluções tecnológicas também fazem diferença na sustentação do negócio. Entre eles, calcular detalhadamente os custos de cada produto, preocupação de 67% das empresas em atividade e de 58% das que fecharam, e acompanhar rigorosamente receitas e despesas (53% e 46%, respectivamente).

Por sua vez, o programa Agentes Locais de Inovação (ALI), realizado em parceria com o CNPq, tem como objetivo sensibilizar os empresários para a importância da inovação. Jovens que se graduaram há no máximo três anos acompanham, gratuitamente, por até dois anos, pequenas empresas em todo o País. Os ALI aplicam a metodologia do programa em micro e pequenas empresas, realizam atendimentos in loco e acompanham até 50 empresas por agente.

Em 2013, o programa monitorou mais de 44 mil empresas no país. Este ano, o número já passou de 28 mil e a meta, até dezembro, é chegar a 50 mil. Hoje, segundo Barretto, são cerca de 1,2 mil ALI distribuídos pelo país, com bolsas pagas pelo Sebrae. Ainda este ano, será realizado um processo seletivo em parceria com o Sebrae São Paulo para dobrar o número de ALI no estado com a contratação de mais 300 agentes.

Fonte: Valor

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