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Indústria criativa conquista mais espaço na economia brasileira

Com uma fábrica, três lojas e 60 funcionários, a Show Móveis era uma empresa familiar de Petrópolis, região serrana do Rio, que produzia móveis convencionais por encomenda há 28 anos.

Em meados de 2012, o diretor comercial da empresa, Rogério Noel, 37, um dos três filhos dos fundadores, participou de programa que aproximava integrantes da indústria clássica aos da chamada indústria criativa, segmento que utiliza as ideias e a criatividade como insumo.

Dali surgiu a ideia de criar uma marca só para fabricar móveis projetados por designers renomados, a Elon.

A ideia deu certo e hoje o faturamento da empresa cresceu 30% por conta da visibilidade dos produtos, vendidos em lojas de alto padrão do Rio e de São Paulo.

A história é um exemplo de como a indústria criativa ganha importância nas empresas brasileiras.

De acordo com a pesquisa Mapeamento da Indústria Criativa, divulgada nesta quarta-feira (10) pela Firjan, o Brasil tinha, em 2004, 148 mil empresas no setor. O número foi a 251 mil em 2013, o que representa um crescimento de 69,1% no período.

A quantidade de trabalhadores também teve um salto –saiu de 469,9 mil em 2004 e foi para 892,5 mil em 2013, alta de 90%.

Editoria de Arte/Folhapress

CONCENTRAÇÃO

São Paulo e Rio de Janeiro ainda concentram a maior quantidade de empresas do setor. Mas, assim como ocorre na economia em geral, as regiões menos desenvolvidas estão ganhando cada vez mais espaço.

Bahia e Pernambuco ocupam o oitavo e nono lugares no ranking dos maiores mercados de trabalho do setor, com 29 mil e 24 mil trabalhadores, respectivamente.

Já o Ceará, por exemplo, triplicou a sua força de trabalho na área que cobre as empresas de consumo, como publicidade, arquitetura, design e moda, de 3,9 para 11,7 mil pessoas.

O Estado é também o que apresenta a maior participação relativa da indústria criativa na economia do Nordeste, de 1,4%.

Fonte: Folha de São Paulo

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