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Grupo Boticário investe em centro de pesquisas

O Grupo Boticário vai inaugurar amanhã um centro de pesquisa e desenvolvimento, no qual investiu R$ 37 milhões. Antes, o trabalho era realizado em seis áreas diferentes espalhadas pela sede, que fica em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Agora, tudo será feito em um imóvel que tem 8 mil m2 de área construída e no qual trabalham 230 pessoas. Nele há 2,3 mil produtos em desenvolvimento, com lançamento garantido entre 2013 e 2015, fora os que ainda estão em fase inicial de estudo e podem ser descartados. A atenção à área de pesquisa tem razão de ser: metade do faturamento do grupo é obtido com novos produtos.

O centro de pesquisas, que ficou pronto em 15 meses e entrou em operação em fevereiro, faz parte dos investimentos de R$ 464 milhões realizados no ano passado pelo grupo. O diretor da área, Richard Schwarzer, conta que o número de trabalhadores ligados à pesquisa cresceu 40% em dois anos e, se houver demanda, agora há espaço para a equipe dobrar de tamanho. Segundo ele, as pesquisas podem ser aprofundadas com a evolução dos recursos tecnológicos e espaços criados no local para testes com consumidores.

Em 2012 o grupo lançou 1,6 mil produtos, sendo 500 para a marca de maquiagem quem disse, Berenice?. Para a marca O Boticário são criados entre 500 e 600 itens por ano. De acordo com Schwarzer, de 2,5% a 3,5% do faturamento, que foi de cerca de R$ 6,6 bilhões no ano passado, é destinado para pesquisa e desenvolvimento.

Schwarzer, engenheiro químico que teve passagens por empresas como Natura e Unilever, está no Boticário há 11 anos. “Visitantes internacionais que já conheceram nossa nova estrutura dizem que não devemos nada a nenhuma empresa de fora”, diz ele, enquanto apresenta as diversas salas para testes e análises. Há cabines secas e úmidas para avaliação da hidratação da pele, outras para testes de duração do perfume, rastro (a distância que a fragrância percorre) e outros espaços. Há também uma biblioteca de fragrâncias com capacidade para 8 mil produtos.

O processo de criação, explica o executivo, pode durar de três meses a dois anos e vai da identificação da oportunidade, busca dos atributos, testes, registro e liberação para venda. O centro atende todas as marcas (O Boticário, Eudora, Skingen e quem disse, Berenice?), tanto em maquiagem, perfumes, cremes e outros. Há também um grupo dedicado para itens voltados para datas comemorativas.

Alguns produtos podem morrer já na fase de pesquisa. Outros têm curta duração de tempo. Podem ser desenvolvidos para fazer parte de uma coleção. Há ainda os que, como a colônia Acqua Fresca, que é de 1979, passam por mudanças na embalagem. O retorno para investimentos na área são difíceis de calcular, diz o executivo. “Nunca tivemos dificuldade para conseguir recursos para a área”, afirma.

Fonte: Valor

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