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Gestora capta R$ 209 milhões para empresas de TI

A Invest Tech, gestora de fundos de private equity com foco em tecnologia e telecomunicações, fechou a captação de seu segundo fundo, com patrimônio de R$ 209 milhões. O volume ficou acima do inicialmente planejado pela empresa, que era de R$ 180 milhões.

A expectativa da gestora é realizar de oito a dez investimentos, com um aporte que pode chegar a até R$ 45 milhões por negócio. Mas o plano também é assinar cheques menores, para empresas com faturamento de até R$ 30 milhões por ano, segundo Maurício Lima, sócio fundador da Invest Tech.

Criada há pouco mais de dez anos, a gestora é formada por veteranos da área de tecnologia. Lima vem do setor financeiro, com passagem por bancos como Itaú e Lloyds, antes de se juntar à equipe da Latinvest, uma das pioneiras em private equity no país, na década de 1990.

Com o fim da bolha das empresas de internet, em 2000, passou a prestar consultoria para as companhias “micadas” no portfólio de diversos fundos. Foi quando conheceu Miguel Perroti, que viveu os anos de euforia do mercado de tecnologia do outro lado. Empresário da área, Perroti fechou a venda de sua companhia para um fundo do Bank of America no fim de 1999, meses antes do estouro da bolha.

Antes de lançar o primeiro fundo, em 2008, a Invest Tech prestou assessoria financeira em negócios no setor, como o investimento da gestora Gávea Investimentos na empresa de serviços de TI CPM Braxis. “Mas muitos empreendedores nos questionavam por que nós não associávamos a eles em vez de buscar investidores”, diz Perroti.

O primeiro fundo da Invest Tech foi captado em 2008. Com patrimônio de R$ 31,4 milhões, realizou investimentos em participações em seis companhias, das quais uma já foi vendida e outra acaba passar por uma nova rodada de capitalização. O retorno até o momento é da ordem de 20% ao ano, segundo Lima.

O novo fundo, chamado de “Capital Tech II”, manteve praticamente inalterada a base de cotistas, que inclui a Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, a BNDESPar, área de participações do banco de desenvolvimento, além da Finep, agência ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. “Esse é um sinal de que os investidores estão satisfeitos com os resultados”, diz Lima. Entre os novos cotistas está a espanhola Telefônica e a Corporação Andina de Fomento (CAF). Os sócios da gestora entraram com R$ 2 milhões no novo fundo, o dobro do comprometimento do anterior.

Com mais recursos, a gestora vai intensificar a busca por empresas que usem a tecnologia para oferecer serviços de melhor qualidade e contem com geração de caixa consistente. “Não vamos encontrar o novo Google”, afirma Lima. De olho em tendências como o envelhecimento da população e negócios sustentáveis, o fundo também pretende deter participações em companhias ligadas ao setor de saúde e tecnologias limpas.

Os investimentos do fundo serão minoritários, mas com presença ativa. “As companhias nessa fase estão muito ligadas aos empreendedores, e achamos que podemos ajudá-los a crescer”, afirma Perroti. A expectativa da Invest Tech é fechar os dois primeiros negócios do novo fundo ainda neste ano.

Fonte: Valor

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