+55 (61) 9 7400-2446

Destaques

Fundo investirá em inovação na área ambiental

Mais conhecida pela atuação próxima ao meio acadêmico do que no mercado financeiro, a gestora Inseed Investimentos acaba de fechar a captação de um fundo de “venture capital”, que compra participações em empresas de menor porte ou em estágio inicial. O objetivo é buscar oportunidades na área de inovação em meio ambiente. Com R$ 150 milhões em capital comprometido, a expectativa é que o fundo alcance um patrimônio total de R$ 200 milhões.

A Inseed foi criada há quatro anos a partir de uma divisão do Instituto Inovação, consultoria que atua desde 2002 no trabalho de aproximar empresas e universidades. “Não nascemos na Faria Lima”, afirma Francisco Perez, diretor de novos negócios e relacionamento com investidores, em referência à região da capital paulista onde se concentram as instituições financeiras.

O fundo de investimento em participações (FIP) com foco em inovação em meio ambiente é o segundo da Inseed, que também é cogestora do Criatec, maior fundo de capital semente do país, com patrimônio de R$ 100 milhões. Assim como no Criatec, o BNDES é o principal investidor do novo fundo, ao lado de investidores institucionais e pessoas físicas.

Do tratamento de resíduos ao agronegócio, a gestora vê oportunidades de investimento em praticamente todos os setores da economia. “A área de meio ambiente é uma das que mais oferecem oportunidades em inovação hoje no país”, diz Perez. O fundo deve realizar um total de 20 investimentos, o equivalente a um valor médio de R$ 10 milhões, e sempre com uma participação minoritária.

Os negócios serão divididos em três vertentes, de modo a equilibrar a relação risco/retorno. O primeiro grupo, considerado menos arriscado, contará com empresas que atuam principalmente sobre o passivo ambiental, o que inclui tratamento de efluentes e despoluição. No segundo, o fundo buscará fornecedores de materiais alternativos e, no último, de empresas ou projetos que busquem novos modelos tecnológicos, o que implica em mais riscos.

Para ilustrar a atuação do fundo nos diferentes segmentos, o diretor da Inseed faz uma alusão à tecnologia automotiva. “O motor flex se enquadraria na primeira vertente, um carro híbrido entraria na segunda e um veículo movido a um novo combustível seria incluído na terceira categoria”, afirma.

A Inseed mapeou aproximadamente 200 oportunidades de investimento para o fundo, segundo Perez. Um dos primeiros negócios deve ocorrer na área de tratamento de resíduos, na esteira da lei que torna obrigatória a implantação de sistemas de reciclagem e aterros sanitários a partir de 2014. A gestora também negocia com fornecedores de sistemas de eficiência energética, diz o executivo. “Trata-se de uma área ainda pouco desenvolvida no país”, diz.

Embora considere a venda para um investidor estratégico como a melhor forma de saída para o fundo, a Inseed tem planos de listar as empresas do portfólio no Bovespa Mais, segmento de acesso da bolsa. O objetivo é dar maior visibilidade às companhias e não deve envolver, necessariamente, a captação de recursos em uma oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês).

Fonte: Valor Econômico

Próximos Eventos