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Francilene Garcia é eleita presidente do Consecti

Após dois meses à frente de forma interina, Francilene Garcia foi eleita por aclamação nesta quarta-feira (4) como presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti). O pleito foi realizado durante o primeiro fórum da entidade em 2015, organizado na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília (DF).

Em entrevista exclusiva à Agência Gestão CT&I, a dirigente, que comandará a instituição pelos próximos dois anos, afirma que é necessário uma maior articulação do Consecti junto ao Congresso Nacional e outras pastas do Executivo, mais aproximação com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), assim como parcerias internacionais para incrementar o orçamento das secretarias.

Agência CT&I – Quais são os primeiros desafios que você terá nessa nova gestão?

Francilene Garcia – O Consecti precisa ser fortalecido e participar mais ativamente de algumas discussões estratégicas para o País. Considerando que os investimentos nesta área ainda não estão, digamos assim, estabilizados nem no âmbito da União nem dos estados. Então é necessário que esse fórum, com a força e a capilaridade que tem nas 27 unidades da federação, com a comunicação que deve estar assumindo junto ao Congresso e as assembleias legislativas, estabeleça um diálogo único em busca de captação de mais investimentos de forma mais perene.

Hoje o impacto de investimentos dessa área contribuem diretamente para o desenvolvimento social e econômico no nosso País. Então, eu diria que a nossa primeira meta, considerando a chegada de uma levada grande de novos secretários nos estados, em um misto de pessoas com perfil técnico e outras egressas de alguma vida política, é aproveitar um pouco essa miscelânea de perfis para que as gente possa melhor posicionar o Consecti.

Agência CT&I – O Consecti sempre trabalhou em parceria com o Confap. Na sua gestão, essa tabelinha continuará?

FG – A nossa ideia é termos uma ação integrada, muito próxima das fundações de amparo à pesquisa (FAPs), por meio do seu fórum similar ao do Confap, exercendo em espaços que ambos temos assento o exercício de pactuarmos novas modalidades de fomento para as questões relativas a CT&I.

Agência CT&I – Outros parceiras também estão em pauta?

FG – Além do MCTI, que continuará sendo um parceiro para nós, é importante iniciarmos diálogos com outros ministérios que tem papel importante nessa temática, por exemplo, o MEC [Ministério da Educação]. Várias das nossas secretarias absorvem também o ensino superior e, em alguns casos, o ensino profissionalizante. É importante também uma aproximação com o MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior], que tem várias políticas fundamentais no âmbito do fomento ao setor privado.

Agência CT&I – O orçamento tem sido uma temática complicada para a CT&I nos últimos anos. Em 2015, o corte promete ser ainda mais profundo. Como o Consecti auxiliará na prospecção de mais recursos para o setor?

FG – Primeiro, acho que é compondo um tecido formado por pessoas que defendem a CT&I como forma de mudança mais radical do País. Devemos reforçar o discurso apresentando os resultados do que já está sendo bem sucedido em cada unidade da federação. Muitas dessas ações são em parceria com a União e não podem ser descontinuadas. É importante a gente demonstrar que a ciência brasileira avançou muito nos últimos anos, mas não pode sofrer descontinuidade, tem que continuar avançando.

Agência CT&I – O Confap conseguiu recentemente importantes parcerias internacionais que trouxe dinheiro novo para área. O Consecti trilhará o mesmo rumo?

FG – Nós já temos feito algumas incursões nesta direção. Estamos, inclusive, no âmbito da União Europeia, em um consórcio chamado B.BICE +, que vai para uma segunda rodada com instituições brasileiras, junto com o Confap e outras entidades do setor.

Mais recentemente, o Consecti tem promovido ações com grandes empresas no Brasil, algumas delas internacionais, como é o caso da 3M, com que a gente tem discutido a promoção de cooperações em vários estados brasileiros, naquilo que é a competência devido a determinados interessados, obviamente do setor privado, mas a gente quer discutir isso de forma mais estruturada.

Fora do Brasil, o Consecti tem participado de algumas missões internacionais, que tem facilitado o contato com algumas agências de fora, que provavelmente serão futuras parceiras no âmbito deste fórum.

Agência CT&I – Qual será a marca de sua gestão?

FG – Nesse primeiro momento, sem dúvida nenhuma, a articulação. Vamos gastar muita energia nesta questão. A partir dela, conseguiremos compreender quais são as prioridades que podem ser nesse momento alvo dos nossos avanços imediatos. Sem perder de vista as especificidades das diferentes regiões dos estados, dentro das desigualdades regionais que nós temos, e sem perder de vista onde que a gente pode ter avanços que coletivamente podemos construir

Fonte: Gestão CT&I

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