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FINEP: Fim dos programas é a pior coisa para a Inovação

Em entrevista exclusiva à CDTV, do portal Convergência Digital, o presidente da FINEP, Luis Fernandes, que já esteve à frente da agência de fomento de 2007 a 2011, fala dos seus planos e do momento econômico do governo Dilma Rousseff.

Segundo Fernandes, o processo para tornar a FINEP em uma instituição financeira está ‘maduro’, mas assume que ele não andou como o esperado. “Temos que agilizar o processo até porque será necessário para realizar mudanças internas. Vamos ter que fazer ajustes, sendo o principal deles, os mecanismos de provisionamento para eventuais perdas financeiras, que devem seguir estritamente as regras de Autoridade Monetária”, disse.

A pouca participação da iniciativa privada nos processos de Inovação no Brasil é visto como um grande desafio a ser superado. Segundo Fernandes, o nosso modelo hoje é uma herança da reserva de mercado. “Hoje o governo é o grande investidor com 0,75% e as empresas privadas, com 0,5%. Do ponto de vista de governo, os aportes são bem parecidos com os dos países de primeiro mundo, mas lá, a participação das empresas é o triplo da registrada no Brasil. É aqui que temos de trabalhar para atrair essas empresas”, pondera.

Para Fernandes, o momento exige uma ampla e imediata revisão dos mecanismos de política industrial. “O governo não pode ter dois braços – um que dá e outro que tira ao mesmo tempo. Precisamos de consistência. Só assim vamos atrair as empresas privadas para a Inovação”, sustentou.

O presidente da FINEP falou ainda das reivindicações das pequenas e médias empresas; da fiscalização às grandes empresas e destaca que, hoje, um dos males da Inovação é a descontinuidade de programas. “Não se pode pensar em Inovação sem ter planejamento de longo prazo. Não há como ter inovação sem pensar à frente”, ponderou.

Uma das prioridades do executivo à frente da agência de fomento é a recomposição do FNDCT-Fundo Nacional de Desenvolvimento Cientifico Tecnológico. “Nos últimos anos, ele foi reduzido à metade. Precisamos muito dele recomposto, mesmo cientes do ajuste fiscal do governo. Vou trabalhar muito para conseguir essas verbas”.

O presidente da FINEP falou ainda sobre o momento do mercado de TICs e a sua relevância para a Era do Conhecimento. Falou ainda sobre os legados em TICs da Copa do Mundo e das Olimpíadas 2016.

Fonte: Convergência Digital

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