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Fapesp solta lista de cientistas envolvidos em fraudes e plágios

A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) começou a publicar em seu site nesta terça (7) sumários de investigações que apontaram a ocorrência de plágios e fraudes por parte de pesquisadores beneficiados por financiamento da instituição.

O procedimento, como revelou nesta quarta (8) o jornal “O Estado de S.Paulo”, começou com a publicação de dados de cinco processos concluídos entre junho de 2012 e abril de 2013.

Cinco outras apurações já foram concluídas, segundo a fundação, que afirmou estar aguardando o prazo de 90 dias para apresentação de recursos pelos pesquisadores.

Em agosto de 2013, a presidência da entidade decidiu disponibilizar informações sobre apurações de má conduta. A Fapesp afirmou que esses dez processos fazem parte de um total de 25 iniciados desde outubro de 2011, quando a instituição publicou seu “Código de Boas Práticas Científicas”. Quinze investigações não chegaram à conclusão de ocorrência de má conduta. Estão em andamento mais 22 processos.

O primeiro investigado por por violação do código foi Andreimar Martins Soares, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, da USP, que teria usado figuras publicadas por outros autores em seu doutorado.

O químico Cláudio Airoldi, da Unicamp, foi denunciado por usar imagens fraudadas em 11 artigos.

Flávio Garcia Vilela, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, da USP, teria se apresentado como coautor de artigos que não tiveram sua participação.

Javier Amadeo, que era professor da USP e hoje trabalha na Unifesp, teria reproduzido, sem citar fonte, cerca de 30 linhas de um livro.

Antonio José Balloni, que era do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, teria admitido plágio.

OUTRO LADO

A Folha enviou e-mails aos cinco pesquisadores punidos. O único a responder foi Balloni. Para ele, a publicação é “ilegal, para não dizer imoral”. O pesquisador afirma que a punição (ficar um ano sem pedir financiamento à Fapesp) já foi cumprida.

“A Fapesp jamais deveria ter mencionado meu nome em algo que foi prescrito”, escreveu Balloni, que também afirma que seu direito de defesa não foi respeitado completamente pela agência.

“O processo de acusação de plágio que pesa sobre minha pessoa é em grande medida injusto. Tenho muito claro que alguns parâmetros do que é ou não plágio devem ser revistos.”

Segundo Luiz Henrique Lopes dos Santos, da Fapesp, a demora na publicação dos casos se deveu à necessidade de avaliações jurídicas.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

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