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Falta escala para dar peso a projetos

É costume dizer que a colaboração entre empresas e universidades ainda é muito incipiente. Mas os números contam outra história. Pelo menos no que diz respeito às três universidades estaduais do São Paulo, USP, Unicamp e Unesp. A participação dos recursos privados de empresas no total dos investimentos feitos nas pesquisas realizadas pelas instituições chega a cerca de 7% na Unicamp, 6% na Unesp e 5% na USP. Não é pouco. A Unesp estaria em 11ª posição, a Unesp em 13ª e a USP, em 17ª.

O levantamento foi feito por Carlos Henrique Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), ex-presidente da mesma agência e ex-reitor da Unicamp. “Não é certo dizer que no Brasil as universidades têm pouca relação com empresas”, afirma. O Brasil já tem interatividade bem competitiva no âmbito internacional.”

Para fazer o levantamento, Brito somou os investimentos feitos por Fapesp, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) à parcela que as próprias universidades investem em pesquisa.

O valor total investido pelas três universidades é comparável ao montante de recursos destinados pela instituições americanas. O que explicaria o desnível em termos de produção, segundo Brito, é que no Brasil não existem 500 universidades na lista. “A dimensão do empreendimento acadêmico é muito menor e a heterogeneidade, muito grande.” O primeiro desafio do Brasil, portanto, seria ter mais universidades com boa qualidade de pesquisa.

Fonte: Valor

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