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Falta de profissionais qualificados em TI limita expansão acelerada

A rápida expansão do mercado de data centers, que dobrou de tamanho em menos de quatro anos, acentuou o desequilíbrio entre a baixa oferta de mão de obra qualificada e a alta demanda por esses profissionais no Brasil. Não existem dados específicos para esse segmento de negócios, mas um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) sobre o trabalho no mercado de tecnologia da informação (TI) ajuda a dar parâmetros ao problema. Segundo a Brasscom, o país demandará 78 mil profissionais até 2014, mas a academia deverá formar apenas 33 mil.

Executivos de companhias de data center avaliam que nesse segmento de negócio o problema é ainda mais intenso, uma vez que as faculdades e cursos técnicos no país não preparam os futuros profissionais para as necessidades específicas do setor. No desenvolvimento, instalação e manutenção da infraestrutura de um data center trabalham profissionais com formação em engenharia mecânica, elétrica, eletrônica e de telecomunicações, além de técnicos de especialidades distintas, como edificações, segurança, refrigeração e cabeamento.

“Profissionais com essas formações existem no mercado. Mas um engenheiro leva 6 meses para entender as necessidades de um data center, um ano para se tornar um bom profissional. E são as empresas que precisam prepará-los, uma vez que as faculdades não os qualificam para a função”, diz Mauro Faccioni Filho, diretor geral da Fazion, empresa especializada no desenvolvimento de infraestrutura.

Como relata Faccioni, um data center trabalha 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano. Toda estrutura tem que ser concebida para o trabalho ininterrupto, se precavendo das condições mais adversas, como incêndios, enchentes, interrupção de energia ou mesmo invasão por estranhos do espaço físico.

A Fazion conta com 80 funcionários. É o dobro do que em 2011 e até o final de 2013 a expectativa é ultrapassar 100. Desde 2011 a empresa passou de um faturamento de R$ 10 milhões para R$ 30 milhões. Faccioni avalia que esse crescimento poderia ser ainda maior se pudesse contratar profissionais já preparados para o trabalho.

Eduardo Carvalho, presidente da provedora de serviços Alog prevê investir R$ 2 milhões em treinamento e capacitação em 2012, um aumento de 30% em relação ao ano passado, quando foram realizadas 18 mil horas de treinamentos em 70 cursos virtuais internos que contemplam desde aprimoramentos técnicos, comportamentais e negociais.

A equipe da Alog é formada por cerca de 420 profissionais, sendo 40% técnicos, 38% formação em faculdades e 10% com pós-graduação. Segundo Carvalho, a rotatividade da mão de obra na companhia é baixa, para os padrões do mercado. “Nossos profissionais valorizam nossa disposição em investir em treinamento e também a possibilidade de realizar aperfeiçoamentos na matriz nos Estados Unidos”, diz Carvalho.

Fonte: Valor Econômico

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