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Estudantes criam cadeira de rodas com rampa acoplada

No último ano da faculdade de mecatrônica industrial, Guilherme Serafim e Hotto Paiva Neto identificaram a dificuldade que deficientes físicos tinham para se transportar nas ruas de Franca (a 400 km de São Paulo).

Com poucas rampas de acessibilidade em calçadas, cadeirantes se veem impossibilitados e dependentes da ajuda de outras pessoas para conseguirem atravessar ruas.

Por isso, os dois alunos desenvolveram uma cadeira de rodas com uma rampa acoplada. “Queríamos montar um mecanismo simples, que pudesse ser acionado pelo próprio cadeirante para que ele tenha independência”, afirmou Serafim, 23.

Franca, de acordo com a prefeitura, conta com apenas mil rampas em toda a cidade –a estimativa é que sejam necessárias ao menos dez vezes mais. Elas estão concentradas na região central e próximas a repartições públicas com grande fluxo de pessoas.

Com uma cadeira de rodas simples, duas placas de alumínio, trilhos industriais e motor de vidro elétrico automotivo, eles montaram o modelo da cadeira.

“A rampa, que é acionada por um botão, tem 50 centímetros de comprimento, o necessário para subir uma calçada sem que a inclinação seja muito grande e não ofereça risco de queda ao usuário”, afirmou Serafim.

Já contabilizando o preço da cadeira, os alunos gastaram cerca de R$ 1.200 com o projeto. Agora, eles pretendem apresentar a ideia para empresas da área de saúde para que o modelo possa ser comercializado.

“Nós queríamos um projeto barato e buscamos os materiais com menor custo e maior durabilidade. Mas, para a indústria, vai ser possível encontrar materiais ainda mais baratos para otimizar o produto”, disse Serafim.

Orientador do projeto, Ricardo David, professor de tecnologia em mecatrônica, disse que irá auxiliar os alunos a encontrar empresas interessadas no modelo.

“Nós pesquisamos e vimos algumas cadeiras parecidas, mas sem que a rampa fosse acionada de forma automatizada ou com esteiras no lugar de rodas. Esse projeto alia eficiência e baixo custo”, afirmou o professor.

Na última semana, os alunos ganharam o prêmio de tecnologia e inovação promovido pelo Polo Francano de Tecnologia e Inovação e pela Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca).

Eles receberam R$ 4.000 e disseram que vão usar o prêmio para buscar novas soluções para a cadeira de rodas.

Fonte: Folha de São Paulo

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