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Entidades reclamam ausência de brasileiros na próxima etapa do NetMundial

Circulam na Internet documentos de um encontro que acontecerá na sede do Fórum Econômico Mundial na Suíça batizado de NetMundial Initiative, que seria a continuação dos debates que ocorreram em São Paulo de modo a basicamente buscar uma cooperação global para implementar os princípios que foram definidos durante o encontro de abril.

divulgação dos documentos (a lista de convidados, a agenda do evento e umbriefing de atividades e objetivos) irritou alguns representantes da academia brasileira que participaram da primeira parte da discussão do Net Mundial. Pelo que foi tornado público, estes mesmos representantes não teriam sido convidados para o encontro.

“É uma iniciativa da ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) junto com o Fórum Econômico Mundial que pega o que foi construído aqui, inclusive o nome, para debater; mas ao fazer isso fica uma impressão muito ruim porque, como você vê na lista, há uma exclusão de participantes brasileiros”, afirma Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro.

Estes setores da academia brasileira mais ativos na discussão sobre governança da Internet estariam especialmente ressentidos com a ausência porque participaram ativamente de todo o debate que antecedeu a realização do NetMundial em São Paulo (bem como do próprio evento), além de terem contribuído efetivamente nos debates do Marco Civil da Internet.

Segundo Lemos, já há uma articulação para tentar reverter essa sub-representação, caso se confirme a autenticidade dos documentos. “Considerando que eles são críveis, o pessoal está se articulando para mudar essa representatividade que parece tirar do Brasil o mérito do NetMundial”, afirma. “Mas não podemos fazer nada oficialmente, sem a publicação do documento oficial”.

Integram a lista de convidados vazada apenas a presidenta Dilma Rousseff, o ministro das Comunicações Paulo Bernardo e o ministro Luiz Alberto Figueiredo, das Relações Exteriores, como representantes de governo. Esses seriam os únicos brasileiros convidados. Entre os representantes da sociedade civil e da academia, a grande maioria é de norte-americanos e europeus.

Curiosamente, um dos objetivos do encontro, alinhado com o que foi discutido no NetMundial, é aumentar a participação global nos debates sobre a Internet, especialmente das regiões sub-representadas. “NetMundial é uma marca, uma iniciativa brasileira. É curioso ver setores como a academia mal representados, ignorando o debate que nós fizemos aqui”, completa Lemos.

O NetMundial Initiative será lançado no dia 28 de agosto e continuará durante o ano de 2014 com uma “série de diálogos em certas regiões”, culminando em um Painel Multistakeholder Global sobre Governança da Internet e Cooperação durante o encontro anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, em janeiro de 2015.

Fonte: Teletime

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