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Engenharia ‘do futuro’ une tecnologia ao design

A cada dia, surge uma área na engenharia que exige muito mais do que técnica. É o caso da área de desenvolvimento de produto, que, de tão dinâmica, já é considerada a “engenharia do futuro”.

Prova de que a atuação tem ganhado espaço é o fato de o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) planejar incluir esse conteúdo em seus cursos de graduação até 2016. Outras universidades também estão de olho no setor.

“Os ciclos de produto estão cada vez mais curtos, as empresas precisam ter um desenvolvimento rápido, com qualidade e produtividade. O engenheiro de desenvolvimento de produto cuida disso”, diz Dario Alliprandini, professor de engenharia de produção da FEI.

Segundo Paulo Kaminski, do departamento de engenharia mecânica da Poli-USP, a demanda se estende para o setor de serviços.

Bancos e seguradoras, afirma, têm procurado mais engenheiros para desenvolver novas soluções financeiras. “É uma área muito abrangente”, comenta.

O setor é diversificado tanto na atuação dos profissionais quanto no que exige de conhecimentos. “Tem que saber sobre design, sobre marketing, sobre logística, sobre ecodesign”, diz Alliprandini.

Kaminski afirma que há ganhos quando se unem esses conhecimentos à técnica da engenharia. “Tem hora que só o design não é suficiente para alcançar o resultado”, exemplifica.

INTERCÂMBIO

O professor da FEI explica que o desenvolvimento de produto é uma área quente no exterior, porque está integrado à questão da inovação.

“Muitas das grandes empresas estrangeiras buscam a produtividade a partir da inovação, buscam sempre produzir coisas novas”, diz.

oisés Christofoletti, 24, é um bom exemplo disso. Como estagiário da Bosch, o aluno de engenharia mecânica foi convidado para trabalhar por seis meses em Immenstadt, na Alemanha.

“Aprendi novas metodologias e ferramentas e recebi maior ‘know-how’ sobre produtos”, conta Christofoletti.

O estudante do último semestre do curso na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), no interior paulista, foi efetivado na empresa após a viagem.

Como não existe uma graduação específica nessa área -indicada para formados em diferentes engenharias-, os professores sugerem que o aluno interessado busque estágios e faça cursos de aperfeiçoamento durante a faculdade e depois dela.

“É preciso estar sempre atento aos assuntos técnicos novos”, orienta Alliprandini.

SEU OBJETIVO É…
Projetar tecnologia e design de um produto ou serviço; pensar a cadeia logística e de usabilidade do produto

GRADUAÇÕES RELACIONADAS
– Engenharias em geral, com ênfase nas áreas de eletrônica, mecânica, aeronáutica e de produção

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

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