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Empresas nascentes são premiadas

Com apenas oito meses de operação, a Stayfilm foi a vencedora do Startup Session, apresentação de empresas nascentes realizado durante a Futurecom 2014, encerrada na semana passada em São Paulo (SP). A companhia paulista ganhou um prêmio de R$ 12,5 mil. O concurso teve apoio da aceleradora de negócios Startup Farm e recebeu 350 inscrições. Seis finalistas tiveram a chance de mostrar seus projetos, durante o evento, para uma banca composta por especialistas em inovação e investidores como Humberto Maksuda, da Performa Investimentos, e Fernando Lopes Kireeff, membro da Anjos do Brasil. Para definir o vencedor, os jurados usaram critérios como potencial econômico, solução desenvolvida e inovação.

Segundo Luis Alberto Veiga, diretor da Provisuale, que organiza a Futurecom, a ideia da iniciativa, que ocorre pelo segundo ano, durante a feira de tecnologia, é aproximar os grandes atores do setor a empreendimentos de pequeno porte de base tecnológica. “As corporações estão, cada vez mais, buscando soluções inovadoras ‘fora de casa'”, diz.

Em menos de um ano, a Stayfilm conseguiu mais de 65 mil usuários em 140 países. Já recebeu R$ 5 milhões de investidores-anjos em duas rodadas de investimentos. O segredo do sucesso é um serviço de produção gratuita de filmes on-line. “O usuário escolhe as fotos que guarda no celular ou em redes sociais, como Facebook e Instagram, e o site entrega, em dois minutos, um vídeo feito com as imagens, com qualidade de cinema”, explica Douglas Almeida, CEO e co-fundador da empresa de São Paulo (SP). “Temos internautas até no Alasca.”

Segundo Almeida, que divide a sociedade com o irmão Daniel Almeida e o empresário Fabiano Simões, a startup nunca passou por processos de aceleração de empresas e está avaliada em R$ 30 milhões. Um dos modelos de negócio é oferecer a marcas e patrocinadores a chance de sugerir “estilos” para os vídeos, como aventura, terror ou infantil. A Disney, um dos clientes, ao lado de Claro e Microsoft, participa com uma configuração baseada em histórias de princesas.

Os próximos passos da empresa, que já entregou 152 mil filmes, inclui a consolidação de um aplicativo, para ampliar o alcance do serviço e abrir um escritório no exterior, de olho nos clientes estrangeiros, uma vez que o serviço ganhou versões em inglês e espanhol.

Além da Stayfilm, a sessão de startups da Futurecom reuniu a SACapp, Qranio, VTX, DOD, e EADBox. A primeira, criada este ano, permite a comunicação entre clientes e atendentes de call centers por meio de um aplicativo. “O objetivo é melhorar a experiência do usuário, que não precisa mais ficar à espera dos operadores”, explica o sócio Michele Labriola. “Trouxemos o menu de atendimento para a tela do celular.”

De acordo com Labriola, a solução mira bancos, operadoras e companhias aéreas, donas de 30% do mercado de call center. “As empresas ganham benefícios como uma maior retenção no atendimento, redução de custos e menor necessidade de expansões.” A SACapp foi escolhida como a mais inovadora, no atendimento a clientes, pelo Citibank, no Mobile Challenge 2014, competição internacional de inovação com mais de 130 participantes. “Como parte da premiação, estamos trabalhando em um projeto no Citi Brasil.”

Na Qranio, o destaque são jogos de perguntas, de conteúdo educacional, acessado via aplicativo ou mensagem de texto (SMS), cujos acertos rendem moedas virtuais para serem trocadas por prêmios. Além do site, opera em dez sistemas operacionais, como iOS e Android. Coleciona 1,1 milhão de usuários em 100 países, em três anos de operação. A receita é obtida com a venda de assinaturas mensais, que custam R$ 11,96, e da customização para marcas, como Flamengo, PepsiCo e Crocs. Com operações em Portugal, Cingapura e Shangai, mira o mercado internacional. Recentemente, fechou um contrato com a operadora China Mobile, a maior do Oriente.

Atento à baixa automação do volume de aplicações na bolsa de valores, que é de apenas 12% do total das operações no Brasil, contra 70% nos Estados Unidos, o empreendedor Rufo Paganini criou a Dod, de “robôs investidores” ou sistemas automáticos de investimentos. “O investidor escolhe um robô no site, define o valor a ser aplicado e monitora os ganhos on-line”, diz. A ideia é facilitar o acesso ao mercado de capitais. Há alternativas de acordo com o perfil de risco, de conservador a arrojado. A marca tem 70 clientes ativos e costurou alianças com corretoras, como a XP Investimentos.

Fonte: Valor

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