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Custo de evento sobre governança no Brasil pode passar dos US$ 3 milhões

Aos poucos o Encontro Multissetorial Global sobre Governança da Internet que será sediado pelo Brasil nos dias 23 e 24 de abril começa a tomar forma. O encontro é resultado imediato das deliberações que líderes das entidades que coordenam os aspectos técnicos da Internet, como a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), a Internet Engineering Task Force (IETF) e a Internet Society (ISOC), tomaram em outubro do ano passado no Uruguai.

Na ocasião, essas entidades produziram uma carta chamada Montevideo Statement on the Future of Internet Cooperation, em que concordam com a necessidade de tratar dos desafios sobre a governança da Internet e catalisar esforços em direção a um modelo multistakeholder de cooperação. A carta também fala na “globalização” das funções da ICANN e da Internet Assigned Numbers Authority (IANA) de modo que todos os governos possam ter igual participação.

O protagonismo do Brasil na discussão da governança da Internet teve início quando a presidenta Dilma Rousseff tratou da espionagem norte-americana em seu discurso na Assembleia Geral da ONU. Duas semanas depois, o presidente da ICANN, Fadi Chehadé, propôs – e a presidente aceitou – realizar no Brasil uma conferência global para tratar da evolução da governança da Internet.

Trata-se de um evento de grande porte em que devem participar cerca de mil pessoas das mais diversas nacionalidades. O custo ainda não está fechado, mas, de acordo com o conselheiro do CGI, Percival Henriques de Souza, um evento desse porte com tradução simultânea para cinco ou seis idiomas não deve sair por menos de US$ 3 milhões.

Os custos e as fontes de financiamento começam oficialmente a ser discutidos no dia 27 de janeiro, quando os comitês criados para produzir o encontro se reunirão pela primeira vez: Comitê Multissetorial de Alto Nível, que será presidido pelo ministro Paulo Bernardo; Comitê Multissetorial Executivo, que será copresidido por Demi Getschko juntamente com um membro a ser indicado pelas entidades (ICANN, ISOC e IETF); e o Comitê de Logística e Participação, copresidido por Hartmut Glaser (CGI.br) e Nick Tomasso (ICANN).

Patrocínio

A ideia é que os custos do evento sejam suportados pelas entidades juntamente com o CGI. Mas será discutido também como empresas poderão patrocinar o encontro. Segundo Percival Henriques, que é membro do Comitê Multissetorial Executivo, certamente o CGI não aceitaria o patrocínio direto. Para ele, teria que haver um fundo internacional com essa finalidade. “Esse assunto é complicado. Imagina o Google patrocinar? Esse é um dos dilemas que nós temos. É legítimo empresa patrocinar, mas bancar viagem, por exemplo, não pode”, afirma ele.

Fonte: Teletime

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